Nome do Escritor: Marcos Antonio Lavagnini

Data de Nascimento: 31/08/1959

Local de Nascimento: Marília SP

Anjo

Deise,
Hoje eu sonhei com você,
Parecia eu estar no céu,
Numa nuvem parecendo um véu
Cobrindo um anjo.

Anjo,
Deixa eu sonhar com você,
Me mostrando os versos da poesia,
Resumindo o amor na alegria
De eu ter um anjo.

Anjo,
Guarda meu coração,
Prá que eu fique perto de você
E não ter até que entender
Que é um simples sonho.

Sei que...
...É sempre assim,
O importante é acordar
E ver
Um lindo anjo junto a mim.

Formação Acadêmica: Superior

Meu engano

Ouvindo muitos problemas
De um povo sofredor,
Pra resolver os seus dilemas
Decidi ser benzedor.

Pra curar muito quebranto
E também o mau olhado,
Fui me aliar a um santo
Que cura desesperados.

O povo não entendeu,
Que eu benzia só crianças,
Na busca de uma esperança,
Logo o meu quintal encheu.

Virgem santa!
É gente pra todo lado
Que até o santo espanta.

Atendendo de um a um,
Pro caso ser separado,
Havia casos de alguns,
Que eu ficava arrepiado.

Tinha casos de traição
E briga de namorados,
Divertidos sempre são
Do jeito que eram contados.

Haviam os engraçados
E aqueles que te aflita,
Os dos velhos cobiçados
E de namoro com cabrita.

Virgem santa!
O namoro com cabrita
Até o santo espanta.

Local onde vive: Marília SP

UM NATAL DE AMOR

COM SUAS RENAS ENFEITADAS,
VIAJANTES APRESSADAS,
LÁ VEM O PAPAI NOEL
PELAS ESTRÊLAS.

VEM TRAZENDO SEUS PRESENTES,
MUITA PAZ E HARMONIA,
ISSO É TEMA DE ALEGRIA
NESSE NATAL.

MUITOS FESTEJAM ESSE DIA,
COMO SE FOSSE, DA POESIA,
PEQUENOS VERSOS
EXPRESSANDO MUITO AMOR.

E EXALANDO A LINDA IMAGEM
DO MOMENTO DA HOMENAGEM,
NO ROSTINHO DA CRIANÇA
A ESPERANÇA DE SALVAR NOSSO SENHOR.

E A HERANÇA DO DIVINO
FEZ NASCER ESTE MENINO,
QUE HOJE AO CÉU
É MOTIVO DE EMOÇÕES.

FEZ NASCER ESTE MENINO
QUE NOS DEU SUA SEMENTE,
JÁ PLANTADA É A NASCENTE
DE AMOR EM NOSSOS CORAÇÕES.

Natural de Marília, estado de São Paulo (Brasil), começou suas atividades escrevendo colunas para um jornal local; posteriormente, atuou compondo letras para músicas em festivais regionais. Suas letras sempre foram interpretadas como excelentes em construção, por ter teor significativo. Seus amigos apreciavam suas composições, onde solicitaram para que escrevesse uma pequena estória em rascunho normal. Deste pedido, surgiu a "Triste história da minha vida" que resultou em plena capacidade literária. Em seguida, foi solicitado a escrever um livro para que fosse analisado por pessoas técnicas em literatura e composição editorial; escreveu o livro "A Favela - Um Instinto Social". Este livro foi resultado de aproximadamente, dois anos de integração em comunidades de favelas na região da cidade. Em análises profundas, foi declarado apto a ser publicado por uma editora paulista. Deste marco em diante foram construídos os demais que, hoje, fazem parte da bibl ioteca particular do escritor.

Verdades da vida

Inchada de sete dente é iguá a seu feitô,
O zóio de uma princesa só incherga coroné.
Desbravadô de cavalo nunca chega a sê dotô,
Na vida, o vagabundo, sempre vai sê o que é.

Em casa home valente nunca vai tê seu amô,
Se briga com sua esposa sempre perde seu valô,
O rico que já foi pobre disfrutá de seu suô,
O pai que dá veste ao fio é que é trabaiadô.

Em casa tanto se come,
Pra matá a sua fome,
Mantimento si consome,
Mais tranquilo sempre dorme.

Relógio que atraza, num tem jeito, num adianta,
Si procisá pra bem cedinho, na hora num si levanta,
Em casa que muié manda nunca é o galo qui canta,
A moça qui roda borsa im casa sempre é santa.

Nu quarto di quem é gorda nunca ixistiu ispeio,
Pra não tê qui defrontá com tudo aquilo qui é feio,
Em casa de muié macho ela mesma é o esteio,
Si o marido dela é home ele é dividido ao meio.

Si num concordá comigo,
Dum poco do qui aqui digo,
Já sabe do seu castigo,
Argo istranho hà contigo.

EMAIL: escritor.marcoslavagnini@gmail.com

Horizonte perdido

Ouço algumas palavras antes de partir,
Sinto o beijo ardente que você me deu,
Sei que sempre é triste ter que despedir,
Sigo em busca de um sonho que nunca morreu.

Parto e não sei a distância que vou percorrer,
Leigo de tudo o que a vida pode me trazer,
Levo a lembrança apertada em meu coração,
Dos tristes olhos que entendem minha decisão.

Vou carregando comigo saudades do campo,
Por estes caminhos de espinhos que nunca enfrentei,
Fazendo um rastro de lágrimas por onde ando,
Tentando chegar num lugar que onde é, eu não sei.

Mas, levo esperança de achar o horizonte perdido,
Aonde existe alguém que devo encontrar,
Em meu cavalo desfaço do que é indevido,
Pra sobrar um espaço ao que eu vou transportar.

Paro em frente a um mendigo perdido na vida,
Me pede moeda pensando em ter sua bebida,
Conto a minha história e o que ficou pra trás,
Tento encontrar o meu pai, não desisto jamais.

Me olhando nos olhos, com a alma, o mendigo falou:
-Sei que há muito tempo sua casa deixou,
Vindo em busca do seu pai que sempre te faltou,
E este velho mendigo é seu pai que encontrou.

Levo meu pai na garupa pra casa a voltar,
Foi tudo aquilo, pra mim, o que a Deus eu pedi,
Eu sei que ao longe devo transportar,
O que para minha mãe, um dia prometi.

Chego bem perto de casa e a saudade encanta,
Mas as janelas fechadas, algo me espanta,
E num velho bilhete quase a se apagar,
Dizia: - Deus que te abençoe eu não pudi esperar.

Fico em prantos, perdido, sem o que fazer,
Sinto um vazio que toma o meu coração,
Vejo escrever, minhas lágrimas, ao caírem no chão,
“Filho! Estou ao seu lado, esperando o que me prometeu”.

Livros publicados:
A Favela Um Instinto Social,
Hieleine,
Ajuda-me a Viver,
Prossunílla- O destino do Algoz,
Prossunílla- A lenda de Kairóh,
Curso Básico de Violão,
Curso Básico de Teclado Musical,
O Diário de Régia,
Laura A Cartomante,
A Vila Encantada,
The Enchanted Village.

Mistério do nego-véio

Fazenda de grande porte,
Na região de Marília,
Lá vivia o nego-véio
E também sua família.

Na plantação de café,
Trabalhava de meeiro,
Bem cedo se levantava
Todo dia era o primeiro.

Pra lida não tinha preço,
Mostrando ter muito esforço,
A sua família inteira
Não vencia o velho moço.

No final de seu trabalho,
Na tardezinha do dia,
Na mesa com seu baralho
A sorte, de todos, lia.

Corajoso em falar,
Tudo o que nele via,
Talvez falava tristezas,
Mas também as alegrias.

Previa pra todo mundo,
E não pro’s seus familiares,
Um povo de muita crença
Se notava em seus olhares.

Pergunta que se fazia,
Sem ao menos se falar,
Porque lia a todo mundo
E não lia pro seu lar?

Nego-véio já sabia,
O que todos querem saber,
Mas a sua valentia
Não deixava responder.

Pra questão que era chamado,
Na hora ele se calava,
Com sua cabeça baixa
De assunto logo mudava.

Mas tudo tem seu mistério,
E não se deve questionar,
De um mundo que é muito estranho
Tudo pode se esperar.

Nego-véio nos deixou,
Fica o dito por não dito,
O que na carta estava escrito
A ninguém ele contou.

Site/Blog:
sites.google.com/site/escritormarcosantoniolavagnini

Maldição do amor

Estou aqui sentado entristecido,
O que você fala não convence,
Posso então, até ter merecido,
Mas isso não importa agora não.

Ver esse pedaço de chão,
Descampado e improdutivo,
Sem o gado e a plantação,
Por sua maldição foi atingido.

Em tempos que ainda era moço,
Guardei o que tive com o trabalho,
Paguei estas terras com esforço,
As minhas traias comprei a prestação.

Comecei sozinho a agricultar,
Consegui o meu primeiro gado,
Procurei peões pra empregar,
Tudo melhorava de bom grado.

Quando vinha noite pro descanso,
No celeiro ia arrumar
Arreios do meu cavalo manso,
Para bem cedinho arriar.

Foi com muito agarro e suor,
Que conquistei o mundo e o dinheiro,
Quando por você senti o amor,
Não sabia que era breteiro.

E há pouco tempo já casado,
Tinha em meu amor muita certeza,
Via nos teus passos apressados,

O que eu demorei pra construir,
Foi-se embora em muita rapidez,
Quando me dei conta em descobrir,
Que a maldição, assim fez.

Este exemplo serve a qualquer um,
Que pensar em ser melhor que alguém,
A ganância de um ser comum
Pode atingir outros também.

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Gostei do seu trabalho, muito bom mesmo, parabéns. "Enviado por Celso Arantes".

Pensamentos

“Se uma gota d’água, unir-se às areias do deserto; ela será, sempre, uma minúscula parte consciente. Mas se unir, às gotas d’água do mar será a maior consciência do mundo. Porque, desunidas, não existirá o mar; pois elas pertencem à mesma família”.

“Quando estiver a caminho, do céu, não pense em seus pecados; lembre-se, em primeiro, de que modo irá bater à sua porta”.

“Só será separado, algo, quando for observada uma distância; só será unido, a ele, quando ignorarmos esta distância”.

“A FACULDADE QUE ENSINA AOS HOMENS SE FECHA AOS ANIMAIS”.

“Verás ante a nobre e radiante que ao subir ao céu suplicarás, por tua alma, no abandono de vossa consciência”.

“As palavras que rimam jamais estarão na receita que te cura”.

“A deficiência de qualquer resultado é atribuído ao pequeno momento, em que você para de pensar”.

“O mundo está tão estranho, ao ponto, de que: se balançarmos um livro, é capaz de misturarmos as letras em seu interior”.