Unitrilhas

No. 9 - 4/4/2002

1. P e l a s T r i l h a s d o G r a n d C a n y o n
2. S l o o w F o o d
3. C o r p o a C o r p o
4. E q u i p a m e n t o s
5. A t e n d i m e n t o
6. P r ó x i m o s R o t e i r o s
7. D i c a s
8. E n t r e v i s t a
9. A g e n d a V i v a M a i s

Olá, Um ser humano é uma parte a que chamamos Universo, uma parte limitada no tempo e no espaço. Ele concebe a si mesmo, às suas idéias e sentimentos como algo separado de todo o resto. É como se fosse uma espécie de ilusão de ótica da sua consciência. Essa ilusão é um tipo de prisão, restringindo-nos aos nossos desejos pessoas e reservando nossa afeição à algumas pessoas mais próximas de nós. Nossa tarefa deve ser libertarmo-nos dessa prisão ampliando o nosso circulo de compaixão de maneira a abranger todas as criaturas vivas e toda a natureza em sua beleza. Albert Einstein
Conclusão: para ser ecológico não basta participar do grupo ecológico ou ir na trilha. A ecologia começa em cada vibração que emitimos, em cada experimento, em cada ação, em cada aventura em ambientes naturais. Acredito ser assim que as belezas naturais de nosso planeta se manterão, para as futuras, mas também para as atuais gerações. Agora é com você. Viva o Outono, e boa leitura!
Abraço Aventureiro,
Adriano Garbelini - Editor
unitrilhas@yahoo.com.br

Nova-e. A revista eletrônica preferida da comunidade Unitrilhas.
Assine gratuitamente. www.novae.inf.br Produção MFN Comunicação.

1. P e l a s T r i l h a s d o G r a n d C a n y o n
O céu brilhou, revelando aquelas rochas calcárias avermelhadas perfeitas e eu fiz um inventário: um desfiladeiro muito grande, um quilo e meio de salame kasher e quatro nova-iorquinos sem esperanças.
Eu era o membro mais experiente de nossa expedição e nunca tinha passado a noite em um desfiladeiro. Dois amigos, Stein e Ben, estariam acampando pela primeira vez, ambos usando tênis novos e com uma disposição mais despreocupada do que eu e minha namorada, Rachel. Nossa missão era caminhar dentro do Grand Canyon - não meramente olhar para ele da borda, como 99% de seus visitantes fazem. Não. Caminharíamos por ele, carregando mochilas pesadas com tudo o que precisaríamos por vários dias. Desfrutaríamos da paisagem sob o sol e as estrelas em relativa solidão. Mas este era o Grand Canyon, um lugar tão arraigado na cultura norte-americana que parece mais relacionado à Disneylândia ou ao McDonald's do que ao Grande Vale de Nevada.
Ranger Brittany arrancou um sorriso de mim. Ela usava um daqueles chapéus do Smokey Bear, mas era aí que as semelhanças entre Brittany e outros guardas florestais amigáveis terminavam. De trás da janela do escritório federal, ela parecia mais uma enfermeira de emergências, calculando os danos sofridos e os danos futuros a serem evitados. "Vocês vieram na estação errada", anunciou. Estávamos a 2 mil ms de altura, mas no fundo do desfiladeiro, de acordo com Brittany, as temperaturas regularmente chegavam a mais de 37 graus no verão. "Podem conseguir, mas não será divertido." Entramos no desfiladeiro às 6h. Eu e Rachel seguimos o conselho de Brittany e diminuímos drasticamente o peso das mochilas; Stein e Ben pareceram menos traumatizados e encheram suas mochilas livremente. Ninguém queria economizar a água e o salame que Ben havia comprado.
A maioria das pessoas que fazem trilhas ali escolhe um dos conhecidos corredores para entrar no desfiladeiro. Os corredores Bright Angel e South Kaibab são fechados para os visitantes na vila Grand Canyon e levam a acampamentos em Indian Garden e Phantom Ranch, que têm água tratada e acampamentos escuros. Esses confortos também os deixam muito lotados, e é por isso que fomos pelo Hermit Canyon, 2,5 km ao oeste da vila. No total, cobriríamos cerca de 30 km. Imaginamos que caminhar ladeira abaixo seria fácil o suficiente, e fazíamos rápidas estimativas para a jornada do dia. A suposição mais conservadora dizia que chegaríamos ao acampamento às 10h30. A Hermit Trail começa com uma descida submersa, que silenciou uma conversa de Stein e Ben. Passamos a maior parte da manhã atravessando o terreno de argila e arenito vermelho. Os 300 metros de penhascos protegiam-nos do sol, e eu aproveitei as visões das paredes do desfiladeiro do lado norte. Com exceção de ter que navegar sobre vários desmoronamentos de rochas, a caminhada foi simples. Encontramos apenas mais duas pessoas durante todo o dia.
Já passava do meio-dia e o sol estava sobre nossas cabeças quando começamos a caminhar pelo Tonto. Como Brittany tinha previsto, o terreno era árido e desértico e não oferecia nenhuma trégua do sol que nos punia. Vimos uma depressão no Tonto Plateau. Algum lugar naquele minidesfiladeiro formado pelo Hermit Creek era nosso lar. Chegamos ao acampamento às 14h. Nosso lar pelos próximos dois dias seria uma pedra plana sob uma cordilheira, que oferecia sombra e acesso a uma nascente a cerca de 90 ms de distância. Quando finalmente descansávamos, Ben segurou seu joelho direito, que parecia estar inchado. O resto de nós não sofria de nenhuma dor, mas estávamos totalmente exaustos, e deprimidos pelo nosso dia "fácil" de caminhada. Depois de um jantar simples com macarrão chinês, fomos dormir cedo, pouco depois do pôr-do-sol, admirando o límpido e frio céu estrelado. Não lembro de ter dormido tão bem quanto aquela noite. Na manhã seguinte, o joelho de Ben tinha melhorado. Tomei meu banho matinal em umchuveiro natural de 4 ms. O rio Colorado faz um contraste ruidoso com o silêncio que domina o desfiladeiro. Para ser ouvido por alguém a 1,5 m de distância, eu precisa gritar. Tive dificuldades para compreender como um rio de apenas 36 ms de largura podia esculpir um desfiladeiro que demorei um dia e meio para atravessar.
Era apenas 10h, mas estávamos andando pela água e o calor estava aumentando. Na subida do riacho, tentei relaxar e apreciar o outro terreno secular no fundo do desfiladeiro. Senti um novo cheiro, algo distintamente fresco. Rachel mencionou que parecia o cheiro de um forno de cerâmica, como se algo estivesse cozinhando. E então eu percebi, alguma coisa estava cozinhando: a Terra ao nosso redor! Corremos para a segurança da nossa rocha. Quando voltamos, a perna de Ben tinha piorado. Ele estava fazendo caretas cada vez que se curvava, e podíamos ouvir os estalos. Quando deixamos o acampamento logo depois das 4h, a lua estava sumindo, mas eu ainda precisei da minha lanterna para caminhar. Na trilha, os buracos em nosso pelotão improvisado estavam agora preenchidos. Eu era o líder, encarregado de encontrar a trilha e indicar os lugares perigosos, enquanto Stein servia como meu companheiro de conversa. Bem atrás, Rachel ajudava Ben. Todas as vezes que eu olhei para trás, percebi que Ben não estava dobrando seu joelho. Sua bengala de alta tecnologia comprada recentemente tinha se transformado em muletas antiquadas. Caminhamos sem parar, mas a perna de Ben garantia que o ritmo fosse lento. O sol nos atingiu mais cedo do que esperávamos, quando tínhamos subido a Cathedral Stairs e restava a travessa Hermit. Ben ultrapassou alguns desmoronamentos de rochas com pouca comemoração e fizemos uma pequena várzea abaixo da última elevação até o meio-dia. Rachel passou 10 min jogando água sobre a cabeça de Bem. Em um determinado momento, ela pensou se ele deveria ser carregado. Mas ele conseguiu, mancando a cada passo. Quando arrastávamos nossas mochilas em direção aos nossos carros, misturamo-nos com visitantes recém-chegados que saíam de um ônibus com ar condicionado para fotografar, nenhum de nós, incluindo Ben (que depois descobriu que seu joelho não estava ferido gravemente), tinha interesse em trocar de passeio. Nenhuma fotografia poderia capturar a riqueza e intimidade de nossa experiência no Grand Canyon.
Por Ted Rose, do "The New York Times"

2. S l o o w F o o d
Surgido na Itália em 1986, o movimento "Slow Food" já se encontra com mais de 65.000 membros espalhados por todo o mundo, incluindo o Brasil. Aqui, esta filosofia de "reeducação do sabor" recebeu um "convivium" - nome designado ao grupo filiado ao Slow Food - em novembro do ano passado, no Rio de Janeiro, contando hoje com mais de 40 sócios.
Devido ao desenvolvimento industrial e progressos feitos na ciência e tecnologia, o ser humano tornou-se escravo de um estilo de vida onde tudo acontece às pressas. Isso transformou antigos costumes, fazendo-o trocar o prazer e a privacidade de uma refeição em casa pela alimentação pouco saudável de cadeias de restaurantes "fast food". Em seu manifesto, o movimento "slowfood" é definido como um "movimento de defesa ao direito do sabor". Seu rápido crescimento deve-se a ligação direta com o conceito do prazer, o qual envolve diferentes aspectos de existência do ser humano, aspectos estes que perderam em sua importância principalmente no decorrer das duas últimas décadas do séc XX.
O Caracol é o animal símbolo da organização por dois motivos. Seu comportamento nos educa a tomarmos o tempo necessário para pensar antes de agir. Sentir-se em casa indiferentemente de onde estejamos, ou seja, procurar se sentir à vontade e transmitir essa sensação aos outros em qualquer situação em que nos encontrarmos.
Em louvor do descanso.
Esse principio não subentende apoiar preguiçosos. Saber louvar o descanso significa descansar com prazer, seja através de um jogo de cartas com amigos, lendo um bom livro, meditando ou de outra forma qualquer. O importante é conseguir distanciar-se conscientemente do trabalho diário, aproveitando ao máximo o momento de tranqüilidade.
Na Europa a hospitalidade encontra-se em extinção. Poucas pessoas ainda cultivam receber visitas desprevinidamente com a mesa farta e uma cama pra hospedagem. São raras as pessoa que ainda tem tempo e dinheiro para dar a outros em forma de hospitalidade. por isso o movimento Slowfood reconhece que existe uma urgência em se reaprender os atos de dar e receber, já que além de dar, os cidadão dos países industrializados demonstram dificuldades em receber.
Correspondendo à filosofia são organizadas atividades relacionadas à cultura da alimentação, como almoços ou jantares, onde são degustados vários pratos levando os participantes a conviverem e sentirem satisfação. Dessa forma também é alcançado um dos principais objetivos: promover bebidas, comidas e tradições de determinada região, tornando-as conhecidas e resguardando-as do total desaparecimento através da globalização. Além da preocupação direta com os alimentos, a organização também procura proteger o meio-ambiente e sua diversidade em paisagens e produtos. Através da realização dessas atividades são feitas coletas para projetos de ajuda a regiões em dificuldade como áreas destruídas por terremotos, guerras ou simplesmente onde a pobreza predomina.
fonte www.slowfood.com www.planetaorganico.com

3. C o r p o a C o r p o
"Corpo que te quero vivo, vida que te quero inteira! Sonho que te quero pronto, vivo e intenso no encontro: da esperança livre aqui, no abraço estreito agora, do corpo a corpo vivo... sempre..."
"Incorporado os sonhos, num instante eterno. Parando o tempo, respirando a vida. No intenso encontro do corpo e do sonho. No corpo a corpo vivo... sempre..."
Tina Duarte tinadte@uol.com.br

4. E q u i p a m e n t o s
Caminhada é uma das atividades corporais mais simples, inclusive quando se fala em equipamentos. É preciso de quase nada para realizar trilhas em ambientes naturais, excetos as grande aventuras, é claro. O equipamento normalmente serve apenas para dar um melhor conforto e desempenho ao caminhante. O Unitrilhas abre esse espaço para informar sobre botas, mochilas, roupas, alimentos... Se você tem alguma dica ou conheça alguma loja com produtos para caminhadas em oferta, pode mandar que será publicado. Aí vai a primeira dica, para quem mora ou passa por Mogi:
Botinhas de caminhada Sunkal, feminina e masculina, em oferta por R$ 30,00. Motivo: liquidação de estoque. Lojas Winner. Mogi Shopping. Mogi das Cruzes - SP. Tels (11) 4799-0818 / 4796-9127 a/c Pamela.
A segunda, pra quem é da região Norte de São Paulo. Não esqueça de avisar que foi indicação da Unitrilhas. Motivo? Você ganha mais um desconto de 5% em todos os produtos.
Botas Snake e Salomon (importadas) por R$ 139,90 Papetes por R$ 49,90 Shorts feminino por R$ 19,90
Submont Equipamentos R Dr Olavo Egídio, 50, próximo ao metro Santana fone: (11) 6281-9396 a/c J.A. ou Jr Estoques disponíveis em 4/4/2002, para pagamento à vista.

5. A t e n d i m e n t o
A equipe Unitrilhas atende com aquela boa vontade de quem faz somente o que gosta. Mas fique atendo aos horários: (11) 6963-0232. De terça à sexta-feira, das 8 às 15hs.
Segundas-feiras são reservadas ao descanso e às atividades pessoais. Explica-se: todos os finais de semana estamos à disposição das pessoas. Então segunda é dia da auto-disponibilidade. Será que convenceu?
Aproveite a atualize nosso e-mail em seu catalogo de endereços: unitrilhas@yahoo.com.br e unitrilhas@ig.com.br

6. P r ó x i m o s R o t e i r o s
Fique por dentro da programação de outono das caminhadas Unitrilhas. Para não ficar de fora reserve sua vaga o quanto antes. Sujeito a modificações.
6 e 14/4: Cassandoca-Tabatinga, praias desertas
7 e 20/4: Ilha do Tamanduá, praias e ilha desertas
13/4: Paraibuna-Caraguá, trilha dos tropeiros, travessia
1, 4 e 18/5: Juréia, praias desertas
11, 19 e 25/5: Paranapiacaba, comunidade, cachoeira
30/5 à 2/6: Alagoa, montanha, isolamento, alimentação natural
30/5 à 2/6: Bocaina, trilha do ouro, travessia
8 e 16/6: Campos-Pinda, montanha, travessia
9 e 22/6: Monte Verde, montanha, queijos
15 e 23/6: Extrema, montanha, cachoeira
28/6 à 30/6: Ilha Bela, música instrumental, cachoeiras, praias
6 à 14/7: Alto Paraíso, chapada, cachoeiras, estilo de vida

7. D i c a s
Aqui algumas dicas para você aproveitar plenamente sua aventura.
::: aproveite a rica experiência de estar com pessoas, aprendendo, ensinando, interagindo
::: abandone, nem que seja por um instante, seus conceitos e "opiniões formadas sobre tudo". Ouça atentamente o que o companheiro de viajem tem a dizer. As surpresas são muitas.
::: seus amigos do cotidiano raramente te acompanharão em trilhas, pois nem todos somos iguais (ainda bem). Vá sozinho e faça novas amizades

8. E n t r e v i s t a
Saiba o que está acontecendo em prol da qualidade de vida. Ações à favor da vida. Personagens anônimos que trabalham por um mundo melhor.
Conheça Evandro Sanguinetto, empreendedor, educador sócio-ambiental, idealizador do Projeto Belezuras, consultor em alternativas para o Ecoturismo e propriedades rurais, aprendiz de contador de histórias.
a) Olá Evandro, o que é viver bem na sua opinião?
Viver bem é ter alinhados pensamento, emoção, palavra e ação. É estar em paz consigo mesmo e em harmonia com o ambiente. É ter ciência de que você é parte de algo muito maior, do universo.
b) E você, quais suas ações para viver melhor?
Trabalho com Educação Ambiental e Social. Desenvolvo Oficinas de Sensibilização junto a crianças e profissionais, principalmente da área de Educação, sempre com o enfoque na pessoa, no humano e sua relação com o todo. Trabalho também com Consultoria em Alternativas de Sustentabilidade, dentre elas o Ecoturismo.
c) E para coletividade, tem feito algo?
Trabalho junto à pessoas, com a possibilidade de mudanças de pensamento, valores e atitudes para alcançarmos a sustentabilidade social, econômica e ambiental. São possibilidades, não ameaças ou imposições. As pessoas só mudam seus valores quando entendem e comungam com os benefícios que as mudanças podem lhes trazer. É um movimento de dentro pra fora, nunca de fora pra dentro
d) Como é sua alimentação?
Sou não-carnívoro. Isso significa que não sou vegetariano, macrobiótico ou algo assim, apenas que não como carne. Dou preferência também para os alimentos naturais, integrais e orgânicos.
e) Que acha dos transgênicos?
É o resultado da doença mental que vivemos com a "ditadura da razão". O pensamento mecânico, herança de Newton, fez evoluir a ciência e tecnologia, mas nos privou da visão do todo. Somos incapazes de perceber as relações entre pessoas, objetos, animais, plantas, natureza e cosmos. Não percebemos também a relação entre alimento envenenado e doenças. Tudo em nome do lucro.
f) Qual sua arte/artista preferido?
Qualquer um que fale de vida, de amor, de luz.
g) Quem ou o que mais lhe influenciou na compreensão da existência?
As visões orientais de mundo e sua espiritualidade, a contra-cultura dos anos 60 e 70, as comunidades alternativas. Mais recentemente os autores que popularizam a Cosmologia, sites sobre espaço, evolução, sincronia do tempo, filosofia... Também aprendo muito com crianças que sempre sabem muito mais do que imaginamos.
h) As Unidades de Conservação Ambiental tem cumprido sua função?
A visão de que o homem está fora da natureza acaba levando a umas posições agonizantes. Assim, se uma área tem problemas, a solução encontrada (existem exceções) é fechar a Unidade ou trilha à visitação. Educação Ambiental existe para educar, mas fechar é mais fácil. O tempo vai se encarregar, pois muitos administradores estão se aposentando, abrindo espaço para idéias mais atuais.
i) Qual sua recomendação para quem procura viver mais naturalmente?
Procure alinhar o que pensa com aquilo que diz, o que sente com aquilo que faz.
j) À favor da livre expressão, o espaço é todo seu.
O mundo está mudando em velocidades cada vez maiores, assim como a consciência, evoluindo. Se continuarmos nos rumos que a Visão Racionalista vem impondo, pouco podemos esperar de nosso destino, a não ser guerras e violência crescentes. O equilíbrio entre razão e emoção, matéria e espírito, palavra e ação é uma possibilidade que se apresenta em todas as áreas, do pessoal ao profissional, do empresarial ao governamental e não-governamental. E, como uma opção que se apresenta, ela pode se experimentada, vivida.
k) Qual a melhor forma de contatar-lhe?
Evandro de Castro Sanguinetto
sanguinetto@uol.com.br
www.encantadordesonhos.hpg.com.br
Ok Evandro. Seus projetos e suas posições são notáveis, tenha todo nosso apoio. E, para quem trabalha em educação, formal ou informal, fica aqui o endosso do Unitrilhas para as oficinas aplicadas por Evandro.
Gostou da entrevista? Sabia que você também poderia se expressar aqui? Envie sua entrevista, que eu publico unitrilhas@yahoo.com.br

Tá enjoado daquelas agendas frias e técnicas? Conheça a Agenda Livro da Tribo. Tem poesias, mensagens, humor, ilustrações, calendário.
www.livrodatribo.com.br 0800-7048873.

9. A g e n d a V i v a M a i s
::: Encontro de Ecovilas e Permacultura.
Intercâmbio e ações sobre moradias em vilas ambientalmente sustentáveis.
De 4 à 7/4/2002. Organização Ecosust http://ecosust.gaia.org.br
e.gaia@terra.com.br Realização comunitária. Local Garopaba, SC.
::: Curso Tai Chi Pai Lin.
Práticas de origem milenar taoista para a saúde e longevidade.
Com Jerusha Chang, discípula e assistente do mestre Liu Pai Lin
De 19 à 21/4/2002. R$ 260,00. Realização Espaço Luz, (11) 3031-1324
lucio.leal@uol.com.br Local Eco Pousada Pedra Grande, Atibaia.
::: Curso de Feng-Shui Básico.
Com Eduardo Guilherme Svetlosak, consultor em terapia ambiental.
De 20 à 21/4/2002, das 9:00 às 14:00hs. R$ 170,00. Realização
Daterra Oficina de Artes e Atelier, R Turiassú, 731, Pompéia, São Paulo, (11) 3865-3873, 3846-7125 daterraoficina@zipmail.com.br

Vilas de Yamaguishi. Um exemplo de harmonia entre a natureza e a ação humana consciente www.yamaguishi.com.br

Experimentando o Mundo
O Unitrilhas nasceu em 1996 com o propósito de facilitar o acesso das pessoas à "experimentos em ambientes naturais".
É um serviço de planejamento e operacionalização de viagens e aventuras em Reservas Ambientais. Entrar em contato com um mundo - muitas vezes inédito para alguns - onde a ordem natural prevalece, sem, ou com poucas interferências humanas. São trilhas à pé por Unidades de Conservação Ambiental, onde acontece um aprendizado através da própria experimentação. Um novo conceito de escola sem intermediações. Onde alunos, professores e carteiras são uma coisa só. Onde novas possibilidades de vida aparecem a todo momento e podem ser vividas, experimentadas.
Ampliar Relacionamentos
Também é um momento de criar relacionamentos expressivos com pessoas afins. Interagir com pessoas de personalidades e histórias distintas. Ampliar, desenvolver assuntos no maior anonimato, na maior informalidade, na maior naturalidade. Um uso inédito do tempo livre com situações totalmente fora do cotidiano. Um momento de intenso intercambio social, de criatividade e de expansão de idéias. Porque, decididamente, o mundo funcionou, funciona e continuará funcionando em grupo.
Tempo Livre
O Unitrilhas desenvolve um tipo de lazer, onde pessoas e seres vivos sejam mais importantes que roteiros, horários e dinheiro. Onde há lugar para a livre expressão. Onde a imensidão contagia e conduz, com o mínimo de interferência possível da equipe de organização. Onde o tempo livre, pode ser livre mesmo, para as novas situações que se apresentam.
Pessoas com Pessoas
Pessoas trabalhando para pessoas, facilitando o acesso aos ambientes naturais mais preservados do Brasil. Colaboradores, guias e planejadores são os profissionais responsáveis pelo êxito dos roteiros Unitrilhas. Pessoas decididas a viver melhor. Transparentes, lúcidos, humorados, cooperativistas, que gostam de seu trabalho, de estar interagindo e aprendendo com outros, sem paternalismos, sem direcionamentos vivenciais, sem verdades, mas com uma imensa vontade de criar e viver num mundo onde todos tenham voz e vez.
Construindo História
Unitrilhas tem personalidade, vida e uma história própria. Construída e baseada no respeito ao meio ambiente, às comunidades tradicionais, à diferença e à livre expressão humana. Sem vínculos com capitais especulativos, partidos políticos, crenças religiosas ou governo. O compromisso Unitrilhas é somente com a vida, as pessoas e os demais componentes do Universo. Daí Uni. Universo, universo das trilhas, universalizar trilhas. Trilhas universais, trilhas com conceito de integralidade, de realidade.
Explorando Possibilidades
O Unitrilhas procura resgatar a originalidade, a essência, alegria de viver e o escasso tempo livre. Procura mostrar a harmoniosa interação entre os seres vivos, no ambiente natural. Mostrar que é possível viver pelo qual viemos ao mundo. E para isso, estar num ambiente honesto, com o mínimo de contaminação e interferência humanas é essencial. Porque será que nos sentimos tão bem num Parque ou área verde? Construir um planeta melhor é responsabilidade de cada habitante, em grupo melhor ainda.
Gente Que Faz
Unitrilhas é uma iniciativa de Adriano Garbelini, naturalista, cidadão do mundo, formado na vida, conhecedor de ambientes naturais, admirador de seres vivos e suas interações, apaixonado pelas questões existenciais que rondam a humanidade. Depois de atuar no movimento ambiental descobriu - através de experimentos em ambientes naturais - que a ecologia acontece de dentro pra fora e não de fora pra dentro, como sugerem as organizações de proteção ambiental (que também tem sua importância social). Que a ecologia está nas pequenas atitudes pessoais cotidianas e não apenas no mutirão para plantar árvores. A idéia é muito simples: não precisa plantá-las, basta não destruí-las. E isso, podemos muito bem fazer.
Portanto, Unitrilhas é mais que viagens. É uma comunidade de pessoas interessadas na plena existência.
Apareça você também nas Unitrilhas!
"Não há caminhos apenas o caminhar a caminhada e os caminhantes. Caminhando, fazemos nosso próprio caminho..."


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