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Unitrilhas

No. 20 - 2/4/2003

1. A d o t e U m a M o n t a n h a
2. ? E c o t u r i s m o
3. C h e g o u o V e r ã o
4. M a n i f e s t a ç õ e s H u m a n a s
5. A t e n d i m e n t o
6. P r ó x i m o s R o t e i r o s
7. D i c a s
8. E n t r e v i s t a
9. A g e n d a V i v a M a i s

Nessa época do ano; também devido ao clima; parece que tudo começa a se acalmar. Há uma influência do outono em nosso estado pessoal. Confesso que a guerra e a enxurrada de e-mails sobre, me tira desse aconchego, numa atitude compreensível mais imediatista das pessoas. Talvez porque eu não esteja lá no meio das bombas. Talvez porque creio que a guerra social mate muito mais que a primeira, ainda que despercebida e silênciosamente. Sem tanta concentração de poder, de certo não teríamos guerra nenhuma. Com tanta miséria (moral, economica, existêncial...), os "donos do mundo" tem todo espaço para aplicar seu dominio sobre o "resto" da raça. E o que isso tem de ligação com turismo e meio ambiente (motivo pelo qual voce assina essa e-zine)? É que nos ambientes naturais podemos enteder por si sós, como a vida - inclusive a guerra - funciona. Alguns já descobriram... e estão agindo.
Abraço com a paz das nuvens,
Adriano Garbelini - Editor
unitrilhas@yahoo.com.br

Ocas - em benefício da população da rua www.ocas.org.br

1. A d o t e U m a M o n t a n h a
A criação do Projeto Adote uma Montanha remete ao ditado “se quer bem feito, faça você mesmo”. Convictos de que o envolvimento e a participação ativa na conservação dos locais que freqüentam é a melhor forma de colaborar para a melhoria de suas condições e para o desenvolvimento dos esportes e demais atividades de montanha, a Federação de Montanhismo do Estado de São Paulo (FEMESP) e seus associados resolveram arregaçar as mangas.
Segundo Milton Dines, Diretor de Meio Ambiente da FEMESP, “o principal objetivo dessa campanha é gerar comprometimento e o senso de co-responsabilidade pela qualidade do ambiente de áreas naturais públicas e privadas por parte do montanhista e do ecoturista, através de ações voluntárias voltadas à manutenção das trilhas e locais de acampamento e à educação ambiental dos visitantes.”
As ações propostas para cumprir esses objetivos são:
- Limpeza da trilha: coleta seletiva de lixo, deposição de material reciclável em local onde haja coleta urbana (de preferência seletiva) e deposição de material não-reciclável em aterro sanitário;
- Conter focos de erosão na trilha com técnicas apropriadas;
- Organizar e colaborar em campanha de conscientização dos visitantes, principalmente em épocas de maior afluxo;
- Desenvolver, organizar e implementar um sistema mínimo de sinalização para evitar impactos indesejados ao longo da trilha;
- Sensibilizar e mobilizar a população local para a importância de apoiar e participar das ações propostas.
Para incentivar as pessoas e melhorar a atuação dos grupos, será realizada neste mês, em São Paulo, uma palestra sobre como recuperar trilhas, ministrada por especialistas. Dentro da campanha Adote uma Montanha, a FEMESP deverá recuperar, no dia 13 de abril, o Dia da Montanha Limpa no Estado de São Paulo, quando todos os grupos envolvidos formarão mutirões de limpeza de trilhas.
Informações no site da FEMESP ou pelo telefone (11) 9932 2291, com Karina, ou ainda pelo e-mail karina.filgueiras@criarsigns.com.br
por Paula Sarcinella
fonte www.ecoviagem.com.br/fiquepordentro/def_fiquepordentro.asp?codigo=5086

2. ? E c o t u r i s m o
(PARTE 1)
O verdadeiro ecoturismo possui as seguintes características, segundo o livro Ecoturism and Sustainable Development: Who Owns Paradise?, de Martha Honey, 1999.:
1. Envolve viagens a destinos de natureza. Estes destinos são freqüentemente áreas remotas, habitadas ou não, e que normalmente estão sob algum tipo de proteção ambiental, seja nacional, internacional ou privada.
2. Minimização do Impacto. O turismo causa danos. O ecoturismo s e esforça para minimizar os efeitos adversos dos locais de hospedagem, trilhas e demais infraestruturas, seja pela utilização da reciclagem de materiais encontrados in-loco, pela reciclagem e manuseamento seguro do lixo ou pela utilização de recursos energéticos renováveis. A minimização do impacto requer também que o numero de turistas e seu comportamento seja controlado a fim de limitar os danos ao meio ambiente. O ecoturismo é geralmente classificado como uma industria não extrativa e não consumista, mas pode, entretanto incluir empreendimentos como o programa de Safári e Caça CAMPFIRE no Zimbábue, basta que estes sejam industrias sustentáveis baseados em recursos renováveis.
3. Criação de uma consciência ambiental. Ecoturismo implica em educação, tanto para o turista como para os residentes das comunidades visitadas. Antes da saída, as operadoras de turismo devem fornecer ao viajante, material de leitura sobre o país, os costumes, o ecossistema visitado bem como um código de conduta tanto para o viajante quanto para a industria. Esta informação deve ajudar a educar o turista sobre o local visitado, bem como a minimizar seus impactos negativos no decorrer de sua visita seja com respeito ao meio ambiente ou a cultura local. Guias bem treinados e poliglotas que possuam habilidades em historia natural e cultural, interpretação do meio ambiente, princípios éticos e comunicação são essenciais para o desenvolvimento do ecoturismo. Ainda o ecoturismo deve promover a educação dos membros das comunidades próximas, crianças e o publico em geral do país anfitrião. Para alcançar tal objetivo, deve-se oferecer preços reduzidos na hospedagem, nas entradas dos parques e atrações aos nacionais, assim como viagens gratuitas aos estudantes nacionais bem como aqueles que vivem próximos à atração turística.
4. Prover benefícios financeiros diretos para a conservação. O ecoturismo deve ajudar no levantamento de fundos para a proteção, pesquisa e educação ambientais por meio de inúmeros mecanismos, tais como taxa de entrada dos parques, taxa sobre companhias de turismo, hotéis, linhas aéreas, e taxas aeroportuárias bem como contribuições voluntárias. Muitos sistemas de parques nacionais foram originalmente concebidos com o objetivo de proteger a área, facilitar a pesquisa cientifica e na África para promover o esporte da caça. Somente com o passar do tempo, é que os parques nacionais abriram o acesso ao publico geral, e foi recentemente que estes têm sido percebidos como potencial fonte de recursos para a investigação cientifica e conservação.
proxima edição, parte 2.

3. C h e g o u o V e r ã o
E com ele também chegam os pedágios, os congestionamentos na estrada, os bichos geográficos no pé e a empregada cobrando hora-extra. Verão também é sinônimo de pouca roupa e muito chifre, pouca cintura e muita gordura, pouco trabalho e muita micose. Verão é picolé de Ki- suco no palito reciclado, é milho cozido na água da torneira, é coco verde aberto pra comer a gosminha branca . Verão é prisão de ventre de uma semana e pé inchado que não entra no tênis. Mas o principal, o ponto alto do verão é... a praia!! Ah, como é bela a praia!
Os cachorros fazem cocô e as crianças pegam pra fazer coleção. Os casais jogam frescobol e acertam a bolinha na cabeça das véias. Os jovens de jetski atropelam os surfistas, que por sua vez, miram a prancha pra abrir a cabeça dos banhistas. O melhor programa pra quem vai à praia é chegar bem cedo, antes do sorveteiro, quando o sol ainda está fraco e as famílias estão chegando. Muito bonito ver aquelas pessoas carregando vinte cadeiras, três geladeiras de isopor, cinco guarda-sóis, raquete, frango, farofa, toalha, bola, balde, chapéu e prancha, acreditando que estão de férias. Em menos de cinqüenta minutos, todos já estão instalados, besuntados e prontos pra enterrar a avó na areia.
E as crianças? Ah, que gracinha! Os bebês chorando de desidratação, as crianças pequenas se socando por uma conchinha do mar, os adolescentes ouvindo walkman enquanto dormem. As mulheres também têm muita diversão na praia, como buscar o filho afogado e caminhar vinte quilômetros pra encontrar o outro pé do chinelo. Já os homens ficam com as tarefas mais chatas, como perfurar um poço pra fincar o cabo do guarda-sol. É mais fácil achar petróleo do que conseguir fazer o guarda-sol ficar em pé.
Mas tudo isso não conta, diante da alegria, da felicidade, da maravilha que é entrar no mar!
Aquela água tão cristalina, que dá pra ver os cardumes de latinha de cerveja no fundo. Aquela sensação de boiar na salmoura como um pepino em conserva.
Depois de um belo banho de mar, com o rego cheio de sal e a periquita cheia de areia, vem aquela vontade de fritar na chapa. A gente abre esteira velha, com cheiro de velório de bode, bota o chapéu, os óculos escuros puxa um ronco bacaninha.
Isso é paz, isso é amor, isso é o absurdo do calor. Mas, claro, tudo tem seu lado bom. E à noite o sol vai embora. Todo mundo volta pra casa tostado e vermelho como mortadela, toma banho e deixa o sabonete cheio de areia pro próximo. O Shampoo acaba e a gente acaba lavando a cabeça com qualquer coisa, desde o creme de barbear até desinfetante de privada. As toalhas, com aquele cheirinho de mofo que só a casa de praia oferece.
Aí, uma bela macarronada pra entupir o bucho e uma dormidinha na rede pra adquirir um bom torcicolo e ralar as costas queimadas. O dia termina com uma boa rodada de tranca e uma briga em família. Todo mundo vai dormir bêbado e emburrado, babando na fronha e torcendo, pra que na manhã seguinte, faça aquele sol e todo mundo possa se encontrar no mesmo inferno tropical. Qualquer semelhança com a vida real, é uma mera coincidência.."
(autor desconhecido)

4. M a n i f e s t a ç õ e s H u m a n a s
talvez o inverno esteja chegando. já me sinto encolhendo e o sol já brilha menos. a cama está mais macia e o silêncio está crescendo enorme. talvez já esteja chegando o inverno. o tempo de recolher. a hora em que um raio de sol parece um brilhante branco dentro da manhã azul colosso. (antônio - homem sentado num banco).
fonte www.manufatura.art.br

5. A t e n d i m e n t o
Tel (11) 6963-0232, de terça a sexta-feira, das 8:00 às 15:00 hs.
E-mails unitrilhas@yahoo.com.br e unitrilhas@ig.com.br

6. P r ó x i m o s R o t e i r o s
5, 13 e 27/4: Juréia, praias desertas 100,00
6 e 12/4: Cassandoca-Tabatinga, praias desertas 110,00
18 à 21/4: Cunha, arte, cachoeiras, bucolismo 660,00
1 à 4/5: Bocaina, trilha do ouro, travessia 620,00
10, 17 e 25/5: Paraibuna-Caragua, trilha dos tropeiros, travessia 110,00
11 e 24, 31/5: Campos-Pinda, montanha, travessia 110,00
1, 7 e 19/6: Monte Verde, montanha, queijos 110,00
8 e 21/6: Extrema, montanha, cachoeira, rapel 110,00
19 à 22/6: Alagoa, montanha, isolamento, alimentação natural 640,00
27 à 29/6: Ilha Bela, musica instrumental, cachoeiras, praias 280,00
5, 9 e 13/7: Ipanema, pedra santa, história 80,00
12 e 20/7: Paranapiacaba, comunidade, cachoeira, festival de inverno 80,00
19, 26 e 27/7: Cantareira, águas claras, pedra grande 50,00

7. D i c a s
Aqui algumas dicas para você aproveitar plenamente sua aventura.
::: aproveite o ambiente de despreocupação, descontração, desaceleração, informalidade e anonimato promovido nas trilhas
::: use as roupas e equipamentos que voce mais gosta, aqueles que você se sente melhor e já tem no guarda-roupas, mesmo que fora da moda
::: deixe o relógio, o som, a maquiagem, os conceitos, os temores do cotidiano em casa e experimente as situações que uma trilha oferece

8. E n t r e v i s t a
Saiba o que está acontecendo em prol da qualidade de vida. Ações à favor da vida. Personagens anônimos que vibram, trabalham e agem por um mundo melhor
A palavra é do Eng. Carlos "Dion" de Melo Teles, que pediu demissão de uma multinacional para buscar uma vida mais condizente com seus valores e o mundo que aspira (e está muito feliz em tê-lo feito!).
a) Olá Dion, o que é viver bem na sua opinião?
É uma pessoa conseguir viver segundo seus valores. Viver com qualidade é crescer espiritualmente. Para crescer precisamos viver com o mais intenso e rico convívio humano (amigos, livros, filmes, etc), se sentindo parte deste maravilho planeta. E sustentavelmente, que não quero tirar nada dos meus netos!
b) E você, quais suas ações para viver melhor?
Madre Tereza de Calcutá foi perguntada sobre como faria para mudar o mundo. -"Fácil. Eu mudo eu. Você muda você." Minha revolução pessoal começou procurando não fazer mais parte do problema, mas sim da solução. Isto reflete no meu trabalho, no meu lixo, no meu transporte, no meu modo de morar... Acabar com a impotência sentida dá um grande poder à pessoa!
c) E para coletividade, tem feito algo?
Eu e coletividade somos a mesma coisa. Me dedico à Associação de Ciclousuários da Grande Florianópolis. Trabalho com restauro de edifícios históricos (reciclagem urbana!) e com um sistema de gerenciamento de bacias hidrográficas genial, muito integrado.
d) Como é sua alimentação?
Grande parte, ovo-lacto-vegetariano. O máximo de integral/orgânico, o mínimo de conservantes. Peixinho de vez em quando. Carne de vez em nunca. Na hora da fominha, uma banana passa ou granola.
e) Que acha dos transgênicos?
Não gosto de multinacional oligopolista empurrando goela abaixo variedades que resistem a mais pesticidas. Não simpatizo na comida. Por outro lado, algodão azul de nascença evita poluir o rio com tintura. Madeiras mais resistentes aos cupins, para estruturas?
f) Qual sua arte/artista preferido?
Toco saxofone, violão, tento o acordeon. Sou marceneiro e gosto de inventar coisas, projetar. Gosto de escrever, tento desenhar.... Engenharia é uma arte, embora poucos engenheiros a mereçam. Oferece mil ferramentas para a criação. Viver! Viver é uma arte!
g) Quem ou o que mais lhe influenciou na compreensão da existência?
Uma coisa forte foi ter estudado termodinâmica na universidade. Recomendo a todos que quiserem entender ecologia com profundidade estudarem um pouco a Termo. O livro "As eras de Gaia" do James Lovelock traz uns conceitos com linguagem boa de ler.
h) As Unidades de Conservação Ambiental tem cumprido sua função?
O mundo tem cumprido sua função? Só acharemos o caminho quando todos acharem o seu. As UCs têm cumprido sua função de salva-vidas, com muito esforço e muitas perdas. O certo seria não precisar delas. Um planeta permacultural... chegaremos lá!
i) Qual sua recomendação para quem procura viver mais naturalmente?
Perceba a inter-relação das coisas. Seja através da termodinâmica, budismo ou qualquer caminho. Procure descobrir seus valores (desafio: escreva uma lista de dez!) e viva, e decida segundo eles. Você pode não estar onde gostaria, mas estará a caminho!
j) À favor da livre expressão, o espaço é todo seu.
"Deus, dê-me a serenidade para aceitar as coisas que eu não possa mudar, a coragem para mudar as coisas que eu puder mudar, e a sabedoria para saber a diferença entre elas." (Alcóolicos Anônimos)
k) Qual a melhor forma de contatar-lhe?
e-mail dion@caferomano.org
site www.caferomano.org/qualivida
tel (48) 228-541
telepatia nos sonhos. Durmo das 11 às 7h, horário de Brasília.
Esse espaço é para a coletividade. Compartilhe você também suas idéias, conhecimento, sonhos... Obrigado Dion - em nome de todos.

E para quem curte escaladas... www.mountainvoices.com.br/divisa.html Site e jornal do experiente montanhista Eliseu Frechou.

9. A g e n d a V i v a M a i s
::: Curso de Automassagem
Aliviando tensões, insônias e dores na cabeça. Com Sandra S. Santos.
De 8 à 29/4/2003, às terças, das 14 às 15hs. Investimento R$ 80,00.
Local Maktub, tel (11) 296-0380, R Sta Gertrudes, 454, Tatuapé, SP.
::: Lançamento de Livro
"A Outra Economia" - emancipação, exclusão social e modelos dominantes
Dia 9/4/2003, 18:30hs. Livraria Cortez, R Bartira, 317, Perdizes, SP
Tel (11)3819-3876 fernanda@sof.org.br www.sof.org.br
::: Curso Permacultura e Agrofloresta em Sítios Ecológicos
Por Pete Webb. Para sitiantes, agricultores, paisagistas, estudantes...
De 25 a 27/4/2003. Realização IPE Instituto de Pesquisas Ecológicas
Tel (11) 4597-1327, Nazaré Pta, SP cbbc@ipe.org.br www.ipe.org.br

Jornal da Stop http://www.stop.org.br/html/jornal_da_stop.html
Parando a destruição ambiental e humana..... partindo de si mesmo.

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