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2º CAMPEONATO DE POESIA "SITE DO ESCRITOR"


POESIA 1

Ode a Loucura

Era um sardonismo penoso
De profunda tristeza medonha
Ria na inocência perdida
De um amor mal-amado que provinha!
 
Ria ao sol do meio-dia
Relembrando o gozo que o corpo cuspia
Condenada as esperanças já sem vida
De ser feliz com o homem que a possuía

Era um obscuro sentimento de paixão
Que bruto destino se fez eterno
Donde teu suor bebi ao êxtase
Embriagando-me do querer;
Desta saudade que me resta... 

Ria nas batalhas que perdia
Pela ânsia de tentar esquecer-te
Tua pele, teu cheiro, teu gozo.
Virou éter,
Fragância absoleto do corpo!
Trancafiando minh'alma na ilusão
De libertar-me para de ti, meu vício.
Matar-me!!

POESIA 2

O INVERNO

No árido 
solo nordestino 

sementes 
são inseridas.

Transformando o 
destino 

ditoso 
em vidas enternecidas.

Sertão 
de seca inclemente,

de sol bravo e 
abrasador 

De vegetação 
resistente

e 
renitente, onde o 

sertanejo supere a vida e a dor.

A esperança é a 
última que morre,

diz o dito popular,

mas a fé nunca
faltará. 

A espera 
e uma ansiedade

enorme, a 
felicidade não

será um 
deus-dará. 

Pela fausta
escotilha

dos
sonhos a esperança dorida

declinará a água vertendo

dos céus 
risonhos, onde o inverno

benfazejo reinará.


A mente
a imagem do lindo

inverno europeu,

desaparecendo 
o fulgor

do deserto africano,


o mar azul do
nordeste

floresce e renasce.

O verde das matas
transforma

o insano no
cotidiano.

A orquestra das aves


em áureas
revoadas,

a gratidão brilha
eterna

cheia de esplendor

nas horas sem 
consolo, 


alçadas e reclamadas

são eternos
prantos

esquecidos sem
destemor.



O inverno traz
alegria e fenece

a dor a
luz da vida,

onde o bem
vencerá,

haverá momentos de
alegrias,

silêncio e preces
altaneiras

e renovadoras,

de ingredientes de
paz,

de dulcificação

de mãos 
misericordiosas,

nos caminhos da
libertação

das
masmorras.

Nas esperanças
divinas

onde se
instalarão vidas

fortalecedoras e benfeitoras

de uma paz
imorredoura.

O sertanejo audaz
verá

a força do
trabalho

se 
transformar em passe

de
mágica, numa colheita

esnobadora é a 
fome que

se esvai a
alegria

que não desdita,

que a triste partida


seja eterna alegria,


que o
inverno seja uma rotina

na esperança que
irradia.



Que a água bendita
dos céus

não
vire escarcéul seja eterna e

benfazeja, aniquilando a fome,

a
miséria e a pobreza,

o
sofrimento e a dor, que sacie

a fome e mate a sede


e seja grande
laurel.

O inverno seja
onipresente

para acabar a 
indústria da seca,

que a fartura seja a
ternura

e não ócio que
fulmina

e nos enche de dor e
rancor.


Que as crianças
tenham

alimentos em
profusão

e não dependam

da corrupção,

do crime, das
drogas,

da prática do sexo
horrendo,

seja a espera dos
que

vem morrendo sem
esperança,

sem escolas e na
rua,

não sejam charruas
malditas,

sejamos alegres e
persistentes,

pedindo a Deus a
água

do inverno sempre,

que sustenta tanta
gente,

proporcionado à
volta

dos emigrantes

sendo a festa
oferenda divina

para os parentes e
aderentes.

Deus pai de todos e
dos

inocentes não
deixe

que o inverno
almejado e

abençoado nunca

abandone a gente.

POESIA 3

A Insustentável Leveza das Palavras


Temo que o uso desmedido das palavras
Acabe, um dia,
Por banalizá-las.
E que assim, como que por magia,
Varridas por um tsunami de verborragia,
Elas não possam dizer mais nada. 

Onde está o peso da palavra "Deus",
Esmagadora,
Capaz de plantar medo e reverência no coração dos homens?
Emagreceu?
EsconDeu-se em meio a outras palavras
Conspiradora, subliminar? 

E "coração",então, meu Deus?
Essa morreu de infarto
Farta que estava de sair da boca
E não voltar ao peito. 

Mas curioso mesmo é "poesia"
Que de tanto se auto-explicar
Terminou enrolada,
Definhando numa metalingüística macarro-
Nada. 

Desconfio que calar é uma arte
Da Era da Comunicação
E arte, todos sabem, não é regra
É a exceção da exceção. 

POESIA 4

SILÊNCIO

Como posso eu falar
Se me embarga o coração?
Amo-a! Veja em meu olhar!
Sinta em mim esta paixão! 

Querida! O amor é tão cego!
Em meu olhar sinta as chispas
Que se evadem do meu ego!
Quanta paixão! Que me dispa! 

Veja você quanto é sincero
Esse belo sentimento
Que do coração se esvai! 

Por ele luto com esmero
Para tê-la em pensamento!
Em vão! Tudo se abstrai! 

POESIA 5

Você

Você é o que eu não consigo dizer,
aquela que fica toda vez que passa
a sensação do abandono sempre presente,
a falta do mundo, o desordenar do juízo,
a paz que tumultua os sonhos e os desejos,
a voz que diz verdades iludindo,
o desassossego, um mal-estar cobiçado.

Você é o texto que calou as palavras,
a falta de discurso,
a poesia gerada no abismo do silêncio.
Você é a canção que acalma o corpo
e atormenta a alma.

Você é o descuido comigo mesmo,
a ameaça da solidão,
o pecado que vicia e causa prazer,
o castigo sem motivo aparente.

Você é tudo que me falta
e tudo que me resta,
É um instante no infinito,
cada momento que se foi
e eu não vivi...
tudo que eu nunca tive,
e perdi,
vontade de ir e ficar.
Você é aquela que nunca esteve aqui
e a única que não me sai.

Você é apenas o dia de amanhã feito lembrança,
É a vida submersa em mim

Você é o amor que eu não sei
e eu amo,
o amor é um não-saber-amar
que, quando se revela, some.

O amor reserva a morte de tudo,
você é o instrumento de extermínio
no tempo que se consome.

POESIA 6

DESFIGUADOS 

Tenho medo da loucura
Assim como o louco tem medo do hospicio

Não quero que tenhas medo de mim
Apenas me abrace
Para que possamos ser um só, e não eu sozinha.

Será querida que este é um começo?

Por que dentro de mim ha um sorrisso
um sorrisso guase amarelo
fora de mim a um poço
um poço tão profundo
que atrapalha o meu sorrir.

POESIA 7

   ADOLESCÊNCIA

No coração habitam sonhos e promessas
De um futuro incerto, ainda em gestação;
Razão da juventude sentir tanta pressa,
São as idéias, em constante ebulição.

Nem sempre esperam, como manda o figurino.
Algumas vezes, pecam por ansiedade;
Nos argumentos, sao ferrenhos paladinos,
De idéias novas, embasadas em verdade.

Olhos brilhantes, aguçados, curiosos,
Quando apreciam o discurso dos adultos;
Ficam irônicos, e, não raro, belicosos,
Se lhes tentarem imputar valor inculto.

No dia a dia , na escola e nos encontros
Buscam respostas para a mente indagadora;
Se fantasiam e se preciso, ficam prontos,
Para a batalha, de argumentos, vencedora. 

Inconformados com descaso e injustiça,
Se manifestam de forma exuberante;
São ponderados ao exporem uma premissa, 
Embora, às vezes, façam disso uma constante.

Com seus complexos, desnudos de voz ativa,
Nem sempre encontram hora certa para agir,
Mas nessa idade, excessos são permitidos; 
Já que o bom-senso acaba por intervir.

Corações puros, com pequenos arranhões,
Labutam sempre por justiça e liberdade,
A chama viva de mil sonhos e ilusoes;
Nos dão exemplo de vida e civilidade.

Todos nós temos um parente ou amigo,
A retratar menos ou mais essas virtudes;
Viver sem eles representa um castigo,
Aos que, da vida, já perderam a juventude.

POESIA 8

LÁGRIMAS DE AREIA 

Lá estava ela, triste, taciturna
Testemunhas de efêmeros conflitos
Com um olhar perdido no tempo
Não exigia nada em troca
A não ser um pouco de atenção.

Sentia-se solitária; oca.
Os homens admiravam-na
Pelos seus contornos
As crianças, em sua eterna plenitude
Admiravam-na muito mais além...
..Mais humana!

Dessa profunda melancolia
Lágrimas surgiram.
Elas não molharavam o seu rosto
Mas secavam o seu coração
O poço da sua alma
Aumentando cada vez mais
A sua sede.

E lá ela permaneceu; estática, paralisada!
Esperando que o vento do norte a levasse
Para bem longe dali...
O dia começou a desfalecer
Seu coração, outrora seco e vazio,
Agora pulsava em desenfreada arritmia.
Desespero!
A maré estava subindo...

Em breve voltaria a ser o que era:
Um simples grão de areia.
Quiçá um dia levado pelo vento,
Quiçá um dia!
Em um porto seguro.

POESIA 9

SENTIMENTO

QUE SENTIMENTO É ESTE 
TÃO GRANDIOSO, TÃO LINDO E TÃO MARAVILHOSO
QUE ME DOMINA
E QUE ME FASCINA

QUE ME FAZ SONHAR
COMO UMA MENINA
AH! COMO É LINDO AMAR

E AGORA NÃO SEI O QUE FAZER
COM TANTA ANSIEDADE
DENTRO DO MEU PEITO
FICO ATÉ SEM JEITO

POIS NÃO CONSIGO PARAR DE PENSAR EM VOCÊ
QUE SENTIMENTO É ESTE? PRECISO SABER
SERÁ QUE É O AMOR
QUE DE REPENTE ME ABALOU

QUE SENTIMENTO É ESTE QUE ME FASCINOU
COM MUITA ALEGRIA
TRANSFORMANDO O MEU DIA
NA MAIS DOCE MAGIA

É UM SENTIMENTO QUE NÃO VÊ COR
É UM SENTIMENTO QUE NÂO VÊ RAÇA
É UM SENTIMENTO QUE NÂO VÊ IDADE
É UM SENTIMENTO DA IGUALDADE

É UM SENTIMENTO PRECIOSO
É UM SENTIMENTO TÃO GRANDIOSO
QUE BATEU FORTE EM MEU PEITO
DEIXANDO-ME SEM JEITO

POESIA 10

Quando Ficar Escuro, meu bem.

Quando ficar escuro, meu bem... quando o dia findar,
Lembre que suas respostas, talvez, tenham sido respondidas.
É preciso força, muitas vezes, para suportar a verdade
Porque o que esperamos, nem sempre, é o que merecemos.

Quando ficar escuro, meu bem... quando anoitecer,
Lembre de agradecer por tudo o que você não conseguiu também.
Pode ser que ter tudo signifique perigo
Para àqueles que não sabem o que fazer...

Quando ficar escuro, meu bem... quando apagar o sol,
Não tenha medo de desabafar em prantos.
Não são fracos os que choram pelas desilusões
Desde que saibam enxugar as lágrimas para ver estrelas...

POESIA 11

Ah! O amor!

Ah! O amor! O que seria de nós sem o amor?
O que seria de nós se não pudessemos amar?
Ah! O amor! Só ele pode nós trazer a felicidade,
nos fazer acreditar no impossível. 
o amor nós faz ver além da aparência, 
Ah! O amor! Não tenho palavras para dizer o quanto é bom amar,
feliz é a pessoa que ama.

POESIA 12

Abandono

Abandonaste-me
Imaginas a minha dor,
mas sinto no meu
Gostaria de chorar todas as lágrimas
se elas fossem ditar o seu regresso
Hoje vivo no sertão,
como um Leão ferido
a caçar estrelas para fazer das
lembraças que me deixaste
Abandonaste-me pai,
se quiseres saber
o quanto sinto com a sua partida
diga quanta dor vai
em cada verso da minha poesia.

POESIA 13

Desilusão

Ainda trago na boca
Palavras que não falei
Ainda trago na mente
Coisas que não pensei
Sobre os espinhos das rosas
Sobre o jardim sem flor
Do vinho fechado na mesa
No peito um amargo sabor
Sonhos que foram desfeitos
O encanto que se quebrou
A dor contida no peito
Sofrendo do mal do amor
Um coração quando sofre
Deixa mudo o olhar
Pinta de negro a vida
Desagua na mesa de bar

POESIA 14

Auto retrato

Auto?... Alta por dentro, embora ainda pequena por fora.
Baixa... só na estatura.
Uma preciosa caixinha de surpresas, que guarda flores, músicas,
pinturas, magias, amores, fantasias e mais de mil sonhos, porém, ainda
não de toda aberta, talvez por medo, dúvidas, inseguranças,
mágoas nem tantas, despreparo, metas não bem definidas ou devido a
hora certa do tempo.
Se ainda existe uma gaiola sei que o pássaro já se posiciona rumo a
porta inquieto e agitado, talvez não pronto, quem sabe?... mas faminto
de estrelas e sedento de mares.
Muitas vezes uma pipa que voa, voa, voa... mas ainda presa por uma
linha. Esta que embora estendida e reta só se partirá com outra
reta, a seta que indique o caminho.
Como definir o rumo se existem maravilhas e sutilezas por todos os lados
e uma infinidade ainda nem vista?
Senhor Tempo horas vilão outras solução, refinará o verde de
fora e explodirá a imensidão do lado de dentro.
Por hora me resta os olhos brilhantes.

POESIA 15

QUALQUER MANEIRA DE AMAR VALE A PENHA

Qualquer maneira de amar vale a penha.
Mas que penha? Preciosa ou cascalho?
Tem maneiras de amar,
Que mais parece um apedrejar,
Um auto apedrejar.
A maneira platônica que lapida o sonho
Pedra preciosa de um amor ideal
Que transforma em pó um amor real

Qualquer maneira de amar vale a penha
Mas que penha? Mole ou dura?
Tem maneiras de amar
Que mais parece um gotejar
Um gotejar no outro
De um falar insistente, rispidamente,
Que insanamente teima em perfurar
O amor mais brilhante que insiste em ficar

Qualquer maneira de amar vale a penha
Mas que penha? Lisa ou áspera?
Tem maneiras de amar
Que mais parece um lixar
Um lixar de carências
Que é a falta de carinho
Que por sua vez 
Transforma o ninho em uma penha
Que se deseja pular

POESIA 16

       META

La vai estrada a fora
Todo dia na mesma hora
Sem nunca se atrasar.
La vai êle apressado
Sem ninguém ao seu lado
Pois, sabe muito bem
Que tem os seus filhos para criar.

La vai êle na subida
Todo dia de manhã.
O sol mal saiu
E a subida subiu
E ao ao longe já se foi a sua irmã.

No serviço vem chegando
E os galos já deram o sinal.
O embornal ainda quente
Igual ao de toda aquela gente
Que vai junto pro cafezal.

La vem ele todo sujo e suado
Como se fosse um pobre coitado
Por mais um dia que enfrentou.
Sua meta cumprida
E aproveitando a descida
Que de manhã foi subida
Por mais um dia que ganhou.

A velha companheira
Nasce por de tráz da paineira
Clareando o estradão.
O galo já dorme tranquilo
Êle só ouve o grilo chamando sua atenção.

Chega em casa e a sua companheira
Na espera é a primeira com a comida no fogão.
A água quente na bacia
E do lado a sua outra companhia
Que está ali todo dia
Como se fosse seu irmão.

As crianças estão dormindo.
E por dentro êle vai sentindo o amor de criação.
O carinho vem chegando,
O sono vai apetando,
Para as crianças êle vai olhando
Pois, sabe que com êle estão sonhando
Em forma de coração.

POESIA 17

Movimentos sombrios

Devastando os sentimentos
Alterações ecoam
Gerando a liberdade
Na ruela da desigualdade

Nas encruzilhadas do tempo
Os mistérios se poluem
Induzindo à transformação
Descartam a escravidão.

POESIA 18

TIETA DO AGRESTE 

Ao que transborda a volúpia
O calice quebra-se e a essência
líquida esparrama-se entre as vestes
Tu me conduzes a aventura
Libera ao mesmo tempo uma fragância impulsiva
Percorrendo todo meu ser
O desejo se faz presente
O sentido não tem importância
Ao mesmo tempo me beijas
Ao mesmo instante me enlouquece
O frescor da sua suave maciez
Agita-se por inteiro sobre mim
Tudo torna-se mais nítido
Quebram-se as barreiras que nos separa
Ao conduzi-la serena e nua
Ao desfruta-la formosa deusa
Não se envergonhes doce criatura
Você me da força carinho e vontades
Você me conduz as alturas
Emana ao mesmo momento
A completa usura, cercando-me de prazeres.

POESIA 19

O quadro

O pobre diabo se manteve sentado
olhos fixos em minha direção,
um quase sorriso no rosto quadrado,
um pequeno cajado em uma das mãos.

Mirei os olhos em qualquer lugar
incomodado com pequena criatura,
acendi um cigarro sem vontade de fumar
e tentei me esconder na fumaça escura.

O sujeito sob o chapéu Panamá
emerge de um mundo de cores,
melancolia no ar
e ausência de perfume em flores.

Assombrei-me: Podia ouvi-lo respirar.
agora mais próximo me parecia,
ensaiei assoviar
mas só um sopro saia.

O vento frio passeia na sala
alimentando minha agonia,
o pobre diabo não só mais me encara
mas também me desafia.

Ao que minha alma é toda tomada,
insana,a mente se rebela.
Volto a mim já na sacada
atirando um Van Gogh pela janela.

POESIA 20

Busca d'alma 

Tem dias que minha alma anseia desesperadamente encontrar-te... 
Encontrar aquela alma que a completava, que a fazia de cúmplice e companheira...
De amiga verdadeira!

Aquela alma que dolorosamente se perdeu... 
No fundo de outra alma, no poço dos desejos e ambições... 
No mar lamacento e profundo... no breu!

Minh'alma clama de saudades do tempo em que o mundo, 
Era o plano perfeito, a harmonia crescente, o brilho ofuscante... 
Quando o ontem, era o passado e o presente era eterno!!!!

O futuro? Minha alma lamenta não ter se dado conta disso! 
Nem pensou no amanhã... 
Neste frio e temeroso momento em que a vida parece-nos tomar de assalto, 
levando consigo o melhor de duas almas ansiosas por desejo, por medo, por paixão!

Onde escondes de minh'alma, aquela alma que já não tens? 
Onde escondes de minh'alma, aquela paixão que já não lhe oferece? 
Onde escondes de minh'alma, seu verdadeiro "você"?

Que saudade de nós... que saudades de nossas almas quando se
completavam na cumplicidade do momento divino, onde nossos corpos se
deleitavam no desejo...

Quero incessantemente buscar-te, na ânsia louca de tomar-lhe a boca... 
E neste momento sublime, num torpor de felicidade, embrigar-me a alma e
entregá-la à sua...

E continuar pela eternidade a buscar-te, a encontrar-te, a amar-te...   

E a começar tudo de novo... mais uma vez...

POESIA 21

A vida é bela

A chuva cai a chuva rasteja
A chuva molha a natureza.
És uma vida tão incrivel
Só que tudo é possivel.

Es um senhor tão encrivel
quanto as rimas do meu estilo
por isso eu pesso aquilo
Quanto a cara dos destino.

Quero andar como um cometa
a proucura do senhor
eu vou para outro planeta
sem medo e sem dor.

POESIA 22

A Poesia 

a
poesia vislumbra
promete
atrai sentimentos
desperta prazeres
imortaliza
a palavra.

a
poesia sonha
nos
faz sonhar
inspira
outras canções
norteia em
momentos oportunos
fragiliza
ramifica corações.

a
poesia renasce
progride o
compositor
glorifica o
ser
traduz...
ferve
a alma.

a
poesia é múltipla
unificadora
aspira proezas
trava
gargantas
reluz emoções.

a
poesia é simples
complicada
entristece
alguns
repete vícios
enaltece muitos.

a
poesia é primitiva
é
antiga
transparece o Medieval
é
moderna
resiste a contemporaneidade

à
poesia é hoje,
amanhã...

POESIA 23

AMOR ETERNO

COM VOCÊ,
QUERO FAZER DE UM SONHO
A MINHA REALIDADE.

SENTIR COMO SE FOSSE
A PRIMEIRA VEZ,
O PRIMEIRO BEIJO,
O PRIMEIRO AMOR.

TE FITAR COM OLHAR
DE ETERNA PAIXÃO
E ME SENTIR CRIANÇA
DIANTE DOS TEUS CARINHOS.

JUNTOS, COMO SE
UM FIZESSE PARTE DO OUTRO,
SENTINDO O TEU CORAÇÃO
DENTRO DO MEU CORAÇÃO.

E ASSIM COM CERTEZA,
POSSO GRITAR AO MUNDO
EU TE AMO...

POESIA 24

PALAVRAS DE CLASSE

Se tu fosses substantivo.
Não seria um pronome.
Porém é conjunção.
Perto de seu nome.

Um junto de você.
Artigo indefinido será.
Outro que é perdido.
No infinitivo não estará.

Dois! é interjeição para você.
Que não importa com o numeral.
Castiga o meu ser.
Dizendo: isto leva plural.

Mas ainda existem os adjetivos.
Que mudam ao calor do verbo.
Que sai de tua boca.
Como se fosse certo.

POESIA 25

ENTREGO-TE POESIA

Entrego-te tudo, poesia,
o luar, os grilos,
as lágrimas, as alegrias,
uma canção de domingo
de outono duma noite alta,
uma canção de junto do berço
que, ao me ver neste abandono,
embala-me inda uma vez meu sono.

Entrego-te poesia,
um par de tamanquinhos
e pela janela atiro meus sapatos
ao meio da rua,
a mesma ruazinha sossegada
que não viu o circo ir embora.

Entrego-te poesia,
um retrato no parque
e uma carta amarelecida,
com estranhas lembranças de outras vidas
dormindo tranquila a eternidade.

Porém, poesia,
quando eu morrer
quero ficar com alguns poemas tortos,
soprando cinzas pelas noites mortas,
sentindo-te minha amada morta,
amando eternamente.

POESIA 26

Alotropia Metafórica 

Ela tinha moda de peixe nos olhos.
E isso era tão natural que, para ela,
todo mundo tinha nascido pra pássaro.

Gostava de aparar com um abraço
todos os raios que vagueiam pelo mundo.
Condensando-os, mandava-os para o céu
e eles retornavam como estrela.

Um dia inventou de encontrar um sapo e,
com sua mania de transformar grafite em diamante
(mudando apenas a disposição dos átomos),
viu nele um príncipe.

POESIA 27

Palavras

Tento escrever o que sinto pôr você.
Mas palavras são o que me falta
Pois não consigo dizer o quanto amo você.
Pois nem todas as palavras diriam o quanto amo você
Acho que não sei escrever
Não sei dizer como é lindo te descrever
Tento falar o que é te amar,
Mas não consigo falar, só pensar.

Não sou bom com as palavras
Mais acho que as palavras são boas
Comigo, pois permitem que eu escreva
O quanto te amo da forma mais simples e bela.

Mas ao seu nível não se compara
Pois beleza maior não há,
Penso como essas palavras tentam
Descrever o que você e pra mim.

Mas só consigo pensar
No que vou falar
Pra não pecar na hora de te amar. 

Palavras que não vão deixar de expressar
O que penso em te falar

POESIA 28

O inseto

repousa com zelo
doce sobre o doce
bate asas e bate
se esfrega nos pelos

se um pé não escorrega
coça a mão com a outra
esfrega o pé esfrega
como numa luta

quando ele olha o mundo
vê um redondo côncavo
do raio de outro mundo

nesse mundo incerto
tão certo ele voa
como a alma é um inseto

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