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3º CAMPEONATO DE POESIA "SITE DO ESCRITOR"

 LISTA DE POESIAS     JOGOS LITERÁRIOS 

POESIA 1

LUA DE ÍCARO


Escravo da insanidade
Despercebe a loucura,
Manifesta a liberdade
Ainda que por detrás das grades
Da pequena cela escura.

Orgulhoso das enormes asas
Sobrevoa a cidade,
Acima dos telhados sujos das casas
Mesmo que com as mãos atadas,
Bate palmas de felicidade.

Os pés no chão úmido e frio
Não lhe remetem a realidade;
Plaina sutil
Em seu vôo infantil
Tal como anjo de verdade.

Os olhos brilhantes
Miram por hora a lua que nos parece vazia.
Rasga ao meio nuvens gigantes
Extasiado com o azul cintilante
Que os outros homens não viam.

Enquanto a platéia aturdida assiste,
A busca continua.
No rosto aflito o sorriso insiste
E ainda que convulsionado o corpo resiste
Pressentindo a alma chegar à lua.

POESIA 2

BOSSA NOVA: 50 ANOS
 

Acontecia algo assim:
pelo vento
melodias e pau e pedras no caminho
dedilhados pelo violão
replicadas pelas notas concertadas do piano
alguma coisa assim:
do coração....

Risonhas frases no papel
poemas como reflexos metafóricos...
risos;
embalos de sussurros;
verbos juntados em versos
alguma coisa assim:
do coração...

Nas auroras de outrora hoje são as mesmas
entre cigarros e outros
sempre e sempre averiguações
Tons retocados
Morais em canções
João de tantos outros
assim nascia algo;
alguma coisa assim;
vez por vezes:
do coração.

POESIA 3

A VIOLÊNCIA 


Eu não queria estar vivendo aqui.

A violência está muito grande.

Mas não tenho coragem de assumir.

O que fazer com tanta gangue?
 

Antes eram os bandeirantes,

Depois os ditadores,

Agora, todos os bandidos,

Que parecem amadores,

Com metais fundidos.

Ta-ta-ta,ta-ta-ta,ta-ta-ta.


O povo não tem, mas sobrevive.

Com honra e glória no peito.

O Estado tem, mas não cumpre.

E nós morremos de qualquer jeito.
 

Vou ao ritmo da melodia.

Enquanto a saúde aguentar.

Quem sabe envelheço um dia.

Sem neles nunca esbarrar.

Sonhando com novas manhãs.

Tan-tan-tan, tan-tan, tan-tan-tan.

POESIA 4

                    O TEMPO PASSOU...
 

E para falar a verdade até do seu nome esqueci.
         Só que não esqueço o primeiro dia
    Quando você me conheceu e eu te conheci.
 
             Não me lembro mais da sua blusa decotada.
Das suas sandálias de tiras que nos tornozelos eram amarradas.
                       Da sua bolsa de couro.
            Da sua pulseira que imitava as pérolas.
         E do seu colar de bijuteria que parecia de ouro.
 
               Não me lembro mais do seu sorriso
           Pois, o tempo, não me deixa mais lembrar.
           Das hitórias que te contava e  te alegrava
             naquelas tardes chuvosas e frias onde
                        como amigo te servia.
 
          Não me lembro mais das suas unhas pintadas
                     e dos seus vestidos coloridos.
                       Do seu rosto limpo e puro
Dos meus segredos, pois, com você estavam bem guardados e seguros.
 
        Não me lembro daquela primeira lágrima que no seu rosto escorreu.
              Não me lembro do adeus e depois o que aconteceu.
                   Faço força para lembrar os dias que juntos passamos.
                      Só que para isso, não sei mais onde te encontrar.
              O tempo nos diciplina e nos ensina de que nada adianta
                 vivermos recordando e ficarmos lembrando algo que não mais
                                            irá voltar.
 
                    Só que a Deus eu agradeço por tudo o que aconteceu.
                                      Tive força e coragem
               Para enfrentar os devios dessa viagem que parecia não ter fim.
         Penso eu que paguei os meus pecados, pois, nunca fui deixado de lado
                                 por alguém que só simpatizou por mim.

POESIA 5

ANSEIOS
 

Ambicionei tanto

que agora

Já nem sei se quero.
 

Esperei tanto

Que até nem sei

mais o que espero.
 

Não sei se desisti 

por mudar de idéia

ou se porque minhas forças acabaram.


Nem sei mais 

Que caminho eu sigo,

se sigo um caminho ou se paro.


Isto é se, ao menos,

eu estiver caminhando...

POESIA 6

O QUE SE PASSA COM O ASSASSINO DE ISABELA


Um suspense morre atrás do horizonte
Uma crueldade clama pelo monte
Dentro de mim sei que fiz uma loucura
Não sei se passo por uma triste aventura

Da  primeira instancia
Vou viver  como  réu, de tribunal
Vindo de uma ganância
Não sei por que fiz este mal
   
Vivo agora sem jeito
Tudo por causa de um crime perfeito,
Agora passo por um momento cheio de dor

Que Tocando a alma, 
Nem mesmo O silencio acalma, 
vou fazer uma morada. 
Ao mundo sem nada

Dentro de mim sei que fiz uma loucura
Não sei se passo por uma triste aventura
Queria a minha flor
Queria se livrar desta dor

POESIA 7

TENTANDO JOGAR COISAS FORA


Mexo, remexo e torno a mexer

Quanta coisa! Coisas velhas!

Tantas lembranças, quantas histórias!

Preciso de espaço

Mas como? Tudo tem o seu valor

Não vou me arrepender?

Não irei me desfazer da minha vida.

Afinal, é só o que temos com o tempo: 

Lembranças, histórias, fotos, documentos,

Utensílios, coisas que um dia como alimento

Foram importantes pra nós.
 

Mas, hoje são só coisas... 

Eu ou o que eu fui?

Preciso de espaço, o que fazer?

Desfazer-me do que fui? 

Afinal, ainda não sou

Jogar fora o que eu era? 

Afinal, quando será a minha era?

Como saber o que não serve mais?

Ou ainda, o que um dia me tornará a servir?

Como saber o que é valioso de tudo que eu fui?

Se não sei quem sou ou serei.
 

Mas, eu preciso de espaço

Espaço para que afinal?

Para viver, para aprender outra forma de ser 

Afinal, a gente nunca é o que espera ser 

No final.

POESIA 8

TUDO O QUE SE PODE CRER.

 
Desde criança eu procurava as respostar para todos os fatos,
entalos e embaraços de qualquer situação.
Mas descobri que o tempo nos esclarece e desatam os laços,
amadurecem os cachos do fruto da imaginação.
 
Mas os tapas na cara que a vida dá
nem sempre cala o que se quer dizer
os olhos cor de esmeralda rodam sem parar
tentanto sempre tentar entender
que o que se vê não é tudo o que se pode crer.
 
Nas alegrias da vida hoje me entrego
nas tristezas me apego ao que não vejo
minha mente busca um conforto as cegas
mas na hora de sucesso não me esqueço
sempre agradeço.
 
Eu agradeço a quem nem vejo
só o sinto.
Será que isso é o bastante para crer?
Sinto tanto que me assusto até comigo
Sexto sentido só quem tem pode prever.

POESIA 9

VAZIO


Os dias agora são tristes e sombrios
Vão passando... passando... passando...
Assim como os rios em seu leito.

A noite se aproxima... e vem com ela o vazio.
A saudade e a solidão; chegam a doer
no peito...

Não sei se choro... ou se sufoco
o pranto.
Só sei que pra essa dor, não há mais jeito.

POESIA 10

"MINHA LÍDIA"


"Minha querida Lídia, como sonho reencontrar-lhe,
E dizer-lhe o que, por medo, não lhe disse antes,
Depois tomar-lhe nos braços, com furor beijar-lhe...
Para que possamos nos entrelaçar como dois açucarados amantes!

Querida amada, adorada pantera tenra e selvagem,
Quero você mais que qualquer coisa já desejei
Mimá-la, acariciá-la sem falta nem sem margem,
Apalpar seus seios, suas coxas, lamber seus lábios tentarei!

POESIA 11

ME DEIXA...

Me deixa ilustrar seus sonhos, tornar real as fantasias

Ser o refrão sem cansar, uma linda melodia

Quero poder ser poesia, sem nunca perder na palavra a intenção

Voar nos seus olhos, correr para seus abraços e te adivinhar os desejos.

Quero cantar a mais linda canção e saber que nela te entrego as mais doces e intensas emoções.

É meu descanso esse teu encanto

Me leva e me faz mais, quero ficar aqui.

POESIA 12

SENHORA


Senhora minha, minha senhora, não sei por que choras.
Será tristeza, amor, saudade, devaneio ou apenas receio,
Ou fruto de dores no peito de uma separação que ignoras;
Acoplando as horas de rejeito, prometo que será um recreio.

Descanso de amor, de perdas energéticas que o amor proporciona,
Clamas, imploras, choras, mas a inglória veio na hora incerta.
Cabeça ausente de desejo. Revejo o momento certo que equaciona;
Senhora minha, minha senhora, revérbero meu coração que emociona.

Que conclama perdão e se infla de fluidos na introspecção ética e moral,
Que renascem, crescem, multiplicam-se para dividir-se em raios de amor;
Com calor, carinhos, sensações ardentes, que crescem de modo anormal.
Diga sim, volte para mim, perdi o rumo, o anseio de um amor desproporcional.

Senhora minha, minha senhora, não sei por que choras,
Choro de alegria, de ansiedade, de desejos ardentes que estão porvir.
Meu senhor, senhor meu, quero carícias, beijos ardentes. Imploras!
É hora do afago amoroso, do abraço fogoso que nos leva ao grunhir.

POESIA 13

FÉ


Faço promessas pra te encontrar
Vejo estrela no céu
Quero ver você
Bater meu coração na direção certa
Parar de escrever poesias de solidão
Coisas assim
Suco de laranja 
Coisas pequenas
Solidão aguda
Rua vazia
Apenas eu
Bolhas de sabão
Arroz com feijão
Sua boca
Esquecendo de minhas próprias vontades
Desejos reprimidos
Dias difíceis
Coisas banais
Mais uma vez me perdi em você 
Ao invés de me encontrar
Fiquei com um caminho a toa
Por nada
E sem sentido nenhum
Queria dizer uma coisa
Mas coisas não podem ser mais ditas dessa maneira
Me esqueceu
Fez que me esqueceu
Mas como esquecer do vazio
Se você todo dia me lembra dele
Vejo televisão
As vezes não
Odeio pimenta
Você me viciou em você
Agora sou dependente
Sem razão pra você voltar
Fiquei sem você sem razão para Ter ido
Não me desespero
Penso em não pensar em você
Mas acabo pensando
Ficando sem você
Quero ir embora
Mas não viajo em naves espaciais
Então como sair do seu mundo
Se você me prometeu dias melhores
E essas noites tem sido difíceis demais
Sem suas promessas

POESIA 14

FANTASIAS DO TEMPO
 

Indiferente à realidade
Joga desejos
Brinca no sonho
Na magia da idade 

Asas da beleza
Alinham os sentimentos
Encobrindo a sutileza
Humanizam os momentos.

POESIA 15

UMA ESTRANHA SENSAçÃO:


É uma estranha sensação 

Ter a nítida impressão

De não ser capaz


Da vontade de chorar

Ah, se pudesse voltar atrás

E conseguisse liberar
 

Liberar a minha mente

Do medo mais recente

E finalmente partisse a voar.
 

Voar para onde meu sonho me guiar

Para onde a vida me levar.
 

Viver cada segundo.

Respirar esse mundo.

E sentir lá no fundo.

O cheiro do amor.


O cheiro da flor 

Que brota da natureza 

Com toda sua realeza.


Ah, frágil liberdade 

Em perfeita sincronia

Que felicidade

Essa doce sinfonia
 

E voltando lá atrás

Àquela estranha sensação

De não ser capaz

De repente se transforma

Se transforma e se reforma

Me dando imensa alegria.

POESIA 16

PROCURO


       Procuro um caminho...
       Sou sonhador.
       Procuro o destino...
       Sou amador.
       Paro; Olho; Reflito:
       Hesito, fito...  não vejo nada...
       Convicto me pergunto:
       Valeria apena achar o caminho se estou só na estrada?   

POESIA 17

HORA FATAL


É agora. É afora. É depois. 
É nós dois. É ninguém. 
É o que não vale vintém. 
É falar não mais. 
É ficar pra trás. 
É dizer adeus. Para nunca mais. 
É a obra-prima da nihilessência. 
A incongruência. Subpoesia. 
É a apatia. A irrelevância. 
A ignorância. 
É não mais temer. 
Por nada não se ter. 
É antipatia. Por não merecer. 
É sofrer calado. 
É estar cansado. 
Se sentir fadado. 
É incompetência. Estar inseguro. 
É olhar o muro. Bem à sua frente. 
É ficar doente. É "lavar as mãos”. 
É negar perdão. É dizer "jamais!”. 
É voltar pra trás. É conspiração. 
É sempre dizer "não!”. 
É prisão perpétua. No coração.

POESIA 18

A VIDA
 

Quero explicar a vida!
Mas que vida é esta?
Vida do amor?
Vida da dor?
Vida da paz ou vida da guerra?
Quando sorrio, estou vivendo
Mas se choro, também estou!
Pois é! E assim é a vida!
Às vezes alegre
Às vezes sofrida
Às vezes feia
Às vezes bonita
Quer saber?
Cansei de tentar explicar a vida
Pois, já entendi
Que a vida não se explica
A vida,
Deve ser simplesmente, 
VIVIDA !

POESIA 19

DECADÊNCIA DA CADÊNCIA


Proíbo-te de fazer poesias
De andar pelo Cais
De soltar os veleiros ancorados

Proíbo-te de fazer poesias
De viver nos ateliês
De roubar amores pintados

Proíbo-te de fazer poesias
De roubar as asas dos pássaros
De infiltrar no arco-iris cores imaginárias

Proíbo-te de fazer poesias
De abrir o meu peito cansado
De revelar a dor ocultada

Proíbo-te de fazer poesias
De ser melhor que minha raça
De dar cadência à arte

Proíbo-te de fazer poesias
De ser mulher Meireles
De ser poetisa Machado

Proíbo-te! Proíbo-te!
De tirar a decadência da poesia
De salvar a cadência das palavras

POESIA 20

NAUFRÁGIOS


O vento do norte
Não queria ser ouvido
Então, sussurrou aos ouvidos
Do poeta mais atento 

Que em seu alento
Recostou em uma concha
E na ressonância calma
Entendeu seus lamentos 

De naufrágios e furacões
De almas à deriva
No reino de Poseidon 

Por fim, quando o vento serena
O poeta mergulha fundo
Em mais um poema.

POESIA 21

O TEAR
 

A complexa tessitura da aranha
Alimenta suas entranhas
Com a estranha seiva das moscas. 

A teia é sua arte
Sua manha
Sua artimanha. 

A teia é a linguagem em que a mosca
(Quando já ninguém poderá saber
Se sedada, seduzida, descuidada
Ou qualquer outra cilada)
Emaranhou-se
Debateu-se
Entregou-se.

POESIA 22

O SORRISO DA VIDA 


Correm os dias como a água nos rios
desembocando em mares da eternidade
voam as horas como pássaros no céu
e as noites refletem solidão e saudade. 

A vida passa como passam as nuvens
carregadas de tempestade e bonança
Mas quando prevalecem apenas os bens
perdem-se valores alegria e esperança. 

Se não houver o convívio com pessoa
nem laços de uma verdadeira amizade
o ritmo da musicalidade da vida distoa
e perde-se a espectativa da imortalidade. 

Não se desnorteia quem se orienta no amor
seja qual for o caminho que deva seguir
reconhece em toda criatura seu real valor
encontra sentido para o próprio existir. 

Para quem vive bem o tempo não passa a esmo
um edifício de felicidade lhe é contruído
por amar aos outros e respeitar a si mesmo
a vida lhe sorri entusiasta e plena de sentido.

POESIA 23

EM BUSCA DE UMA PAIXÃO...

 
Em busca de uma paixão
Passei meus dias sob a luz da lua
Rezando para ser vontade sua
A eternidade da nossa união.

Em busca de uma paixão
Tentei mudar o que fazia errado
Para viajar contigo ao meu lado
Na melodia de um só coração.
 
Em busca de uma paixão
Comecei a me perder no vazio...
Sem saber o que era quente ou frio
Perdi-me na loucura e na razão. 

Em busca de uma paixão
Vaguei em círculos toda a vida
E atrás de minha querida
Encontrei-me na solidão.

POESIA 24

ADEUS A MINHA DOCE AMADA

A beira da morte e perto do fim, por favor me dê um sorriso, pelo amor de Deus olhe para mim, e veja o quanto eu choro imaginando a luz do meu desejo que resplandece ainda dentro de ti.

Na beirada da cama não agüento vê-la à sofrer, peço para Deus a sua misericórdia, porque não agüento mais ver ao seu sofrimento, e vendo-a partir de mim pouco a pouco sem poder fazer nada, dói-me o coração, a sua dor é o meu maior sofrimento, queria estar em seu lugar, porque a amo muito, e sempre a amarei.

Ah... Minha amada, até parece que só dorme, e essas lindas flores que a cobrem, me parecem um lindo lençol, sim, um lindo lençol de flores que nunca ressecará por estar sobre você, à verdadeira essência da pureza do amor.

Entre as mais belas mulheres do mundo, estava você, e entre as setes maravilhas do mundo, eu havia escolhido você, a minha doce amada, a minha Eva, por conter a primícia da beleza e da perfeição divina de uma diva.

O meu coração estar sendo mutilado, estraçalhado, pulverizado, só em saber que não a terei nunca mais. Já sinto saudades dos seus beijos, queria estar agora em seus braços, te amo, e sempre te amarei, adeus minha doce amada.

POESIA 25

CRIANçA NA LIXEIRA


Ando em terreno úmido,
chão escorregadio, vil,
de marcas de urubus,
de ratos e de hum anos.
Desenho em preto e branco
seus pés entrelaçados
disputando espaços.
Lixeira, arranjo de labor,
Últimos passos, erro,
enterro de homens,
almas em dor.
O que busco, do que fujo?
Desço mais além com as moscas,
bactérias fétidas... sei lá o quê.
O menino está lá,
não me espera,
não me entende.
Chego a ele, que senta,
não sabe o que é estar ali.
Por um instante esquece o nome.
Levo dele bem mais do
que a recordação em foto.

POESIA 26

SOLIDÃO


Sinto só nessa noite escura
A solidão me amedronta
O frio me atormenta
E você não se encontra.

Me perco em palavras
Como faço agora...
Assim consigo esquecer
A Vida de outrora!

Hoje durmo para sonhar!
Sono e não quero acordar!
Na realidade....
Hoje vivo para recordar!!!

POESIA 27

PAIXÃO QUE NÃO MORRE

 
Ah, paixão que não consigo descrever,

vem lá do fundo da alma

que não consigo ver

desperta até meu interesse de viver.
 

Apaixona por uma pessoa especial

Que me faz sorrir

Faz-me chorar

E até mesmo rezar.
 

Tão apaixonada que não consigo disfarçar.

paixão que não acaba mais.

Machucou meu coração,

deixou marcas lá atrás.
 

Hoje peço perdão,

Por ter acabado com essa paixão.

Arrependo-me tanto que às vezes me culpo,

e falo que ele tinha razão.
 

Razão em falar que o amor ainda existia. 

Razão em dizer que a paixão ainda permanecia.

Razão em dizer que brigas e ciúmes acontecia,

mas que apesar de tudo o amor não morreria.

POESIA 28

MEU SONHO
 

Meu sonho é abrir os olhos e te encontrar 
Meu sonho é acariciar sua face sem medo de te Amar 
Meu sonho é palavras doces em teu ouvido sussurrar 
Meu sonho é dizer-te que a Amo e não ter medo de você me negar 

Meu sonho é percorrer todo o seu belo corpo 
E um único ser venhamos a formar 
Meu sonho é ter você e com mais nada me preocupar 
Meu sonho é minha vida a ti dedicar 

Meu sonho é as Estrelas ao teu lado contemplar 
Meu sonho é tê-la em meus braços 
E para nosso leito de Amor lhe carregar 
Meu sonho é junto a ti um dia vir a estar 

Meu sonho é sua bela pele poder tocar 
Meu sonho é teu coração conseguir conquistar 
Meu sonho é olhar no fundo dos teus olhos 
E seu Amor conseguir conquistar 

Meu sonho é lhe devolver tudo que alguém veio a lhe roubar 
Meu sonho é nunca mais de ti desgrudar 
Meu sonho é acordar ao seu lado 
E ter a certeza de que nem a morte irá nos separar 

Meu sonho é todo meu Amor a ti entregar 
Meu sonho é Eternamente em seus braços descansar 
Meus sonhos são esses e não importa 
Meus sonhos são muitos 

Mas o maior deles é contigo a Eternidade passar 
E todas as minhas noites de sono contigo virei a sonhar 
E aguardando este dia tão Belo chegar 
Dia que meus sonhos junto a ti irão se realizar 

POESIA 29

GRATUITAMENTE


Eu dou meu coração... não me faz falta...

Não precisa pedir... te dou de graça...

Porém não o estranhes, se ele salta,

É porque sente dor... mas logo passa.


Procura abrigá-lo no teu peito,

Afaga-o... ele gosta de carinho,

Mas se quiseres vê-lo satisfeito,

Apenas diz que eu não fiquei sozinho...


Guardei tua lembrança no vazio

Da alma, para que meu coração

Não sinta, mesmo longe, aquele frio

Que eu tenho, quando estou na solidão.


Só peço um favor, se o espaço

Do teu amor for bem menor que o meu,

E o teu dom de amar tornar escasso

O dom do meu amor dentro do teu...


Devolve o coração que eu te der,

Carente ... e é bem provável que o mate

A tua solidão... que não o quer

E o outro coração que o arrebate.

POESIA 30

AS VEZES...
 

Às vezes, é necessário penetrar nas trevas, 
para enxergar a luz no fim do túnel.
Às vezes, é necessário descer ao fundo do poço,
para poder olhar pra cima.
Às vezes, é necessário sujar os pés na lama,
para dar inicio a purificação.
Às vezes temos que submergir para emergir.
Caí para levantar.
Chorar para sorrir.
Morrer para renascer.
Passar pelo inferno como Dante.
Para chegar aos céus, triunfante.

POESIA 31

FARDA


Na escuridão, no beco, favela
Pequenos lampejos de tiros
Iluminam uma farda cinzenta
Cor apropriada para nossa sociedade
A farda parece lutar por si própria
Como num jogo de polícia e ladrão
Onde não tem vitima, nenhum delito
Prende porque é essa sua atribuição
Salário de miséria perante a situação
Arrisca a vida para ganhar o pão
Pensa nos filhos, no alimento da família
Não vai morrer agora, não é sua hora
Mais uma noite emudece, no chão
Alguns corpos mais para a estatística
Uma farda amiga, três sem camisa
Quatro marrons a menos para o censo
A claridade do dia faz arder a vista
No cérebro os pipocos, flashs da ação
O cheiro de churrasco humano
A sociedade exige bom comportamento
Escravo privilegiado, funcionário público
Vai voltar para casa, aos nervos
Uma cachaça, uma bituca para aliviar
As mãos sempre próximas à cintura
De costa para paredes, portas, fundos
Não pode falar, conversar, desabafar
Qual o peso dessa farda, ou será fardo
A pressão exercida sobre seus ombros
É caso comum, muitos na mesma trilha
Violência familiar, violência na quebrada
Não quer meter a família no meio
Foge, atentado, mais um suicídio
Mais uma vaga no próximo concurso 

POESIA 32

A VIDA É ASSIM...


Lágrimas que caem, traduz o que a boca não fala
Nas últimas horas não sai a voz que se cala
Poucos sabem, poucos sentem...
O que o silêncio esconde?
O que será, o que virá daqui a diante?
A vida é assim... as vezes igual, as vezes diferente
Parece que deus esqueceu dos seus
A vida não aquece mais, faz frio quando há sol
A vida esquece dos que lembram
Por aqui já não podemos ser nós
Quanto menos espelhos, menos dor
Quem chamou de perfeito o amor?
A vida é assim, mágica, magnifica, extraordinária...
E é também fraca, ingênua e sem graça...

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