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4º CAMPEONATO DE POESIA "SITE DO ESCRITOR"

 LISTA DE POESIAS     JOGOS LITERÁRIOS 

POESIA 1

SOLIDARIEDADE

Solidariedade é uma palavra tão linda que pode ser ouvida por toda a
humanidade. E todos podem fazer uma reflexão e aplicá-la em prol do
universo.

Infelizmente não são todas as pessoas que procuram fazer esse aplicativo em
nosso mundo maravilho.

Para ser solidário não é necessário fazer parte de uma denominação
religiosa, basta ter fé no Criador.

Para ser solidário não precisa do quesito perfeição, basta olharmos através
de nosso coração.

Ser solidário é poder atravessar um idoso, uma criança ou um deficiente
físico nas ruas, tão cheia de obstáculos e perigosas.

Ser solidário é poder ajudar uma pessoa enferma para que se cure ou amenize
sua dor.

Ser solidário é poder dar um alimento a quem tem fome.

Ser solidário é poder dar um cobertor a quem tem frio.

Ser solidário é poder dar uma palavra de consolo a quem sofre.

Ser solidário é não maltratar os animais.

Ser solidário é não destruir a natureza.

Enfim. Ser solidário é ter amor no coração e extinguir ódio.

Ser solidário é ser feliz, para que outros espelhem em nós e possam também
sorrir.

Ser solidário é dar muito amor aos nossos pais, que tanto dão ou deram para
nós.

Para encerrar. Ser solidário é amar a Deus, porque ele nos ama e nos amará
por toda a eternidade.

POESIA 2

DE MANHÃ

De manhã, o Sol brilhou
Pela janela do quarto adentrou
Brincando de sombra na parede
Na boca, um gosto de sede
Na cabeça, um pensamento
Passou, breve, por um momento
Um avião anunciou sua presença
Abafando o canto dos passarinhos
A mesa, a xícara, os pratinhos
Sob o chuveiro, uma canção
Sob as roupas, um coração
O café9
A despedida
A porta
A saída
De manhã, o sol brilhou
Salpicando de manchas a avenida
Na rua, a todos saudou
Para mais um dia  na vida...

POESIA 3

ANSEIOS DE AMOR

Anseio te amar entusiasticamente, mas, sinto meu coração carente. 
Fraco, oprimido, oco e dilacerado. 
O coração nos dá o sinal do sangue quente a pulsar.
Não sei se eu mesmo seja o culpado de ter sem presteza o tratado. 
Sofri um bocado por esses dias, as tardes quentes 
e as noites frias repeliram minha vontade de amar.
Amar com afeto, dedicação e carícias mil num sonho de acalanto veio e espanto, 
tu estavas ao meu lado e eu não percebia. 
Recebendo todo amor de um ser sublimado no meu ego 
veio a cumpliciação de uma certeza, que eu duvidava.
Mas, no murmúrio da dor eu sentia o amor fecundo, 
meus olhos te viam eu cego teimava em não perceber. 
Meio sufocado fui ver o luar e nas estrelas me espelhar.
Uma delas cintilava parecendo falar comigo, 
mas sem dar-lhe ouvido deixei passar. 
Ao ouvir um canto alucinante num tom de murmúrio fui de encontro ao meu amor.
Ansioso e tonto respirei fundo para me encorajar 
e nas carícias da mulher amada me entregar sem medo, 
mas com labor sentindo o sabor do vigor.
A incerteza é uma tristeza, a ilusão um sofrimento, 
mas às vezes somos driblados pela mente e nos tornamos inocentes. 
Para conquistarmos um amor perdido é preciso coragem, 
pois um verdadeiro amor não se extermina com a dor.
Ao nos encontramos, uma visão opaca tomou conta de mim, meu corpo estremeceu 
e o calor imenso tomou conto do meu ser, 
os abraços, as carícias e os beijos soltaram as amarras e amamos enfim.
Amor duradouro sem recalques, sem embaraços, 
ao compasso de abraços e amassos foi nosso destino. 
Um elo que jamais romperá, pois amar é nossa destinação.
Abençoados somos pela energia que vai e retorna, agora somos apenas um, 
num écran de muitos amores que brilham 
e se iluminam pelas luzes divinas do ser supremo, 
nosso Pai celestial. 
Amar, mas que legal!

POESIA 4

NUM CANTO

Meu canto, seu pranto espanto
Num canto, recanto de solidão
Canto sem encanto num verso
Canto, pranto de espanto lamento
Num canto qualquer da solidão
Meu canto seu pranto sem espanto
Minha solidão vivida em sua solitude
Nosso canto sem encanto uma prisão.

POESIA 5

MUNDO DISTANTE

Existe um dado momento da vida,
Ao vislumbrarmos as marcas na estrada;
Que lamentamos as chances perdidas,
Nesse momento; lamentos são nada.

A impressão de que pouco vivemos,
Mesmo com tanta batalha travada,
Não conformamos com tudo que temos
Dessa existência, ociosa jornada.

Nos recordamos dos anos passados,
Todos nós temos o que recordar;
E esse alento nos deixa animados
Na ilusão de algum dia voltar.

Mas a ilusão necessita de adeus,
Já que o passado virou só lembrança;
E os sonhos  lindos que foram tãos meus,
Inda recusam a perder a esperança.

Talvez até seja a grande esperança,
Que nos motiva a viver nesse instante,
Nos dando o dom, tão sutil na criança,
De acreditar noutro mundo distante...

POESIA 6

TUDO PARA MIM
 
Comigo nos dias de incerteza,
Nunca me negou estender a mão...
Sempre curou a minha tristeza
Levando a calma para o meu coração.
 
Desprovido de qualquer defeito,
Pouco se vê amor tão grande assim...
Ser iluminado, singelo e perfeito
Que na vida é tudo pra mim.
 
Por ela estou vivo e também morreria
Agradecido por toda sabedoria
Passada com carinho, renúncia e fé.
 
E jamais dela me esqueceria
Mas de tudo com certeza faria
Sim, porque minha mãe ela é.

POESIA 7

RIO DE LAMA

São Pedro resolve abrir as torneiras.
A Avenida se transforma num rio.
Mas daqueles sem fronteiras.
Numa noite assustadora com muito frio.
               
Foi problemático devido à surpresa.
O prejuízo veio a galope.
Os moradores sem defesa.
Não tinham saída daquele golpe.
               
As casas invadidas pelo imenso lamaçal.
De onde provinha tanta correnteza?
Era uma Avenida e não uma marginal.
Mas ficou igualmente com certeza.

Mesmo quem tivesse o privilégio.
De poder estar no nível mais elevado.
Não se livrou do sacrilégio.
De ficar preso e engarrafado.

A solução está longe de se resolver.
Continuarei dormindo sem cama.
É só a chuva aparecer.
Que saio nadando no rio de lama.

POESIA 8

ECOS DA RAZÃO

Enganos de identidades
Acalentam os amortecidos
Na esperança oprimida
Compõem a História

Gestos indiferentes
Recuam as conquistas
Adormecendo os sorrisos
Suspiram na vitória...

POESIA 9

SOLIDÃO
 
Fique a vontade também acabei de chegar.
Está tudo desarrumado e não tive tempo para eu organizar.
A minha casa está vazia tudo foi levado e de valor.
De que adianta a primavera se o meu mundo perdeu a cor?
 
Viu aquela flor no vazo?
Está passando sede.
E não é só isso, lembra daquele quadro do Picasso?
Foi tirado da parede.
Portanto hoje a minha casa está desarrumada.
É aquele negócio, não tenho tempo pra mais nada.
 
Vivo só na correiria, levanto cedo e não tomo mais o café.
Vou tomar um pingado lá no bar da esquina do sr. José.
Paro ao lado na espera do transporte e êle vem lotado.
Vou para o meu serviço e quando lá chego, já me sinto cansado.
 
Para falar a verdade até o meu apetite se perdeu.
Continuo no meu mesmo serviço que está sempre no começo.
e mesmo sendo muito desgastante, a Deus eu agradeço.
Por isso não repare, está tudo desarrumado.
Antes ficava no seu devido lugar, mas isso já faz parte do passado
e nada adianta lamentar.
 
Sei que voce não é de reparar porque há muito tempo te conheço.
Vamos lá pra cozinha e não precisa me agradecer.
Não sei se você vai gostar, pois, aprendi a cozinhar com quem me viu nascer.
 
Olha o meu quarto, parece que é de solteiro
e está todo desarrumado.
Só acordo quando toca o despertador 
e porque fica programado.
 
Por favor, não repare, porque a vida é assim.
Às vezes quando pensamos que ela está no começo,
na verdade ela está é no fim.
 
Mas graças a Deus isso não acontece comigo.
Pois, tenho meu abrigo, um lapis e o papel
que são os meus amigos.

POESIA 10

TODAVIA

Estava tudo bem, todavia, não seria pra sempre
Toda via tem sua direção
Toda regra, sua exceção
Toda vida, sua decepção

É sempre um caso de descaso
Caso e descaso
Calço e descalço

Toda a vida eu pensei
Que seria, como se fosse, como todos
Seria como todos o são
E todos estão doentes

Tudo que eu achei eu perdi
Desisti e investi em ti
Agora, jogado fora, procuro uma nova escola
Uma nova praça para estar

E me sinto novo
Para de novo começar.

POESIA 11

POEMA IMPERFEITO

A marca de batom no espelho do banheiro 
e a suavidade do perfume que se dissipava no ar 
eram marcas de sua ausência em minha vida. 
Procuro maiores detalhes na memória e nada encontro, 
apenas uma vaga sensação do amor. 
Vejo peças de roupas espalhadas pela sala, 
duas taças de champanhe vazias sobre a mesa e o balde de gelo,  
a derreter sobre a mesa um pouco do clima que ficou no ar. 
As pontas de cigarros denunciam duas marcas: 
a minha e a outra e, tudo somado, 
forma uma densa névoa sobre meus pensamentos.

Busco novos vestígios concretos, abstratos, 
reais ou imaginários para fortalecer a ausência que se faz em minha'lma. 
Os olhos procuram no teto, 
perdidos entre a forte realidade e sutil saudade, 
o clamor de meu corpo por sua presença. 
Entre ficção e realidade, 
prefiro acreditar na fugacidade do clima que ficou.

Se tudo isso é ilusão, eu não sei... 
Cambaleio de volta para a cama. Desalinhada cama, 
que ainda mantém no lençol um cheiro 
e uma presença que se encarna na fumaça de meu cigarro, 
queimando em mim e exalando lembranças esquecidas da noite que não passou.

O relógio de parede parado nas oito horas, estático, sem corda... 
Assim como eu, que em pensamentos te busca, te clama, reclama... 
Foi um sonho?! Penso que sim. 
Volto ao banheiro e molho o rosto, 
que não tem as marcas de cansaço, 
mas de uma leveza sem fim, 
os olhos não me fitam, 
pois querem esconder algo... 
Enxugo a face molhada pelos olhos negros 
que fitam através da marca no espelho. 
Sua face transpassa num flash, 
estremeço e vou à luta: segunda-feira.

Vou para a cozinha para tomar um café e, 
sobre a mesa, vários papéis. 
Poemas escritos na madrugada. Num relance, 
tudo fica claro como o dia que começa, 
o sol se põe no alvorecer daquelas letras 
e reconheço os versos, as juras e as sensações... 
A busca do poema perfeito... 
A unidade, os toques e o olhar... 
Resta-me na última folha o primeiro beijo... 
O silêncio e o olhar que se encontram, 
as mãos se unem e nada mais importa. 
Ficaram as marcas do poema não escrito 
e a sua chave sobre a minha na mesa da sala, 
nada mais necessário... 
Abro a porta e vou para o trabalho, 
assobio uma canção qualquer 
e um vizinho me diz bom dia. 
Sorrio, sei que no final do dia vou te encontrar, 
mas desta vez, sob o seu teto para continuar nosso poema: 
um poema assim sem muitas palavras 
que rimadas com nossos sentimentos 
perfazem a mágica extremante que move nossos corações 
em busca da alquimia que mantém jovens os espíritos 
e aquecem nossos corpos.

POESIA 12

DESLEMBRANçA
 
Escoo-me,
escorrego para o ralo,
vazo por rachaduras no chão.
Sou agora barro, escarro,
sangue, pus, putrefação.
Exalo odores,
fétida fumaça de podridão,
misturando-me a vapores,
a perfumes de flores;
sou carne em decomposição.
Sou tragado,
aspirado,
expelido em difusão.
Estou por todos os lados,
ignorante ao asco da tua percepção.
Evaporo-me,
consciente da minha dissolução,
carbônico, perdido,
perguntando-me não ter eu sido
fruto da minha própria imaginação.

POESIA 13

BRASIL TERRA DA POESIA

Penso nas palavras
em ritmos mas que tudo
nas expressões poéticas
em antigas e modernas frases
no nada e no completo
em ritmos nas líricas abordagens
no lúdico que são as compreensões
prontas em livres versões

Desde então
tento sonhar os sonhos dos poetas
na cegueira incompreensão de que não vale
de compor o imaginário sem ser visto
aqui se é
aqui se tem
poetas em todos os espaços
arranjados em sonetos concretos
do sertão ao além-mar
do movimento em milênios no ar

Nossa poesia é mais que decifrável
em fragmentos e vestígios
de letras
de cartas
sem escrituras ao leu
são ilustrações
mosaicos de sílabas nas mentes
de todos os modos são as totalidades
mania de subjuntivo interior

Aqui nascem os poetas
sem querer que não
a vista dos olhos percebidos
sem demagogia ou contradição
aqui se constrói a cultura
do mel de engenho a rapadura
do chimarrão ao tererê
do samba ao maracatú

De modo preciso:
majestosos são cada poetas
são os que não revoga sonhar
[são os sem vergonha]
desde o escondido orvalho que chega
no crepúsculo perene de um novo dia
desde a petúnia contida na flor
são os heróis do cotidiano
são expressões sem pranto

Sejam quem amam
leitores e os não admiradores
poesia não tem cor
nem cheiro ou pudor
poesia é primitiva
É contemporânea até não sei onde
poesia é para pensar
poesia é mnemônica
poesia é laica e harmônica.

POESIA 14

ÉDIPO

Linda e no amor ignorada
Na cabana ao pé da montanha
Fingia não se dar conta
Ser pelo filho notada

Brincava com o perigo
Com os homens sedutora
Deixando esperanças vagas
Até a quem tinha como amigo

O corpo da mãe, seus seios
Colinas sob o vestido
O filho, o ciúme escondia
Ao notar os olhares alheios

Aquela face angelical
O ar de menina travessa
A ele já não bastava
Somente o amor maternal

Visão mágica e encantadora
No banho o corpo perfeito
Sentia não ser mais criança
Angústia ameaçadora

Seu corpo emite lampejos
No auge do amor a mãe
Agora não mede esforços
Ao filho satisfazer os desejos

Soltou a toalha sem medo
No leito o luar iluminou
Dois corpos nus prateados
Será só nosso o segredo.

POESIA 15

FALATÓRIO

Quero falar...
Falar da injustiça 
Falar da cobiça
Falar da intriga
Falar da malicia, e ate da policia.

Quero falar...
Falar da barriga
Falar da menina 
Falar da cegueira dos homens
Falar do menor 
Falar do maior
Falar do irracionalismo
Falar de brincar de falar, e brincar de cantar, ate inventar de falar.

Quero falar...
Falar das matas, das queimadas! 
Falar dos gases lacrimogêneos ate do HIV, das doenças lançadas pelos homens.

Quero falar...
Falar da moeda no chão, do tomate na mão, da feira da ilusão montada em um quarteirão.

Quero falar...
Falar da imprudência dos homens da maldade entre eles.

Quero falar...
Quero falar dos poderosos
Quero falar da comida estragada, da água suja misturada, dos armazéns com fungos   destruidores, quero falar da fome das crianças e das famílias.

Quero falar...
Quero falar dos estúpidos que não jogam comida no lixo, mas desaparecem com ela, deixando o choro da fome em expansão.

Quero falar...
Quero falar que nada falei, e que apenas tentei!

POESIA 16

TRISTE ILUSÃO DO FIM

Você sente as ruínas a sua volta
O coração sangra sofrendo
Você se fere por fora
Tentando matar o que está dentro

O coração frio, gelado
O sangue quente escorrendo
A morte passando ao seu lado
A dor presente e seus lamentos

Você louco ri da vida perdida
Do vazio se esvaindo num momento
Dá, triste despedida
Vida e morte: eternos tormentos

Alma insana e iludida
Dor bandida se escondendo
Você chora vendo que não há saída
É apenas seu corpo que está morrendo...

POESIA 17

COMO AMA AQUELE QUE AMA

se não de forma a sempre amar
ama como ama quem ama
amando a quem se escolheu amar

como anda aquele que ama
se não com passos sem direção
caminha amor em passos confusos
e se encontra amando então

e amando ainda que em chama
que queima o peito ardente
e o leva em cinzas ao céu

traz de volta à seu criador
retratando o mais belo amor
a moldura do amor fiel

POESIA 18

COMO EU PODERIA DIZER ISSO?


Como eu poderia expressar isso?
Como?

O que tento quero, nem sei se quero tanto assim...
Eu sei que eu poderia...
Eu sei o que sinto
mas vou deixar passar

Sou tão sensível
Mas não posso deixar minhas lágrimas caierem
Porque tenho medo pra onde meu ser queira correr...

Eu sei exatamente o que ele quer
E sou tão teimoso que estou indo contra mim mesmo
Existe pecado maior que esse?

São linhas tão sinceras
e erradas

Sinto-me desonrada
Lamento mas não minto sobre certas coisas
apenas omito elas

E você...
realmente o que queres saiba que já tem
Só não esta completo...

POESIA 19

"Sem título"

Fito seus olhos todos os dias, mas não vejo você!
Toco você nas esquinas, mas não sinto te querer...
Olho a ti todos os dias, mas não vejo só você!

Não sei como não me vê, se vivo para amar você.
Não sei como não me sente, não sei como não me toca,
Se me atiro para você.
Não quero dividi-lo, quero só e somente você!

Tu perdeste o encanto, te perdeste em você, 
perdeste a tua vida quando resolveu viver.

Sei que o amor é o primeiro, sei também perder você, Só não 
sei é se consigo assim mais sobreviver...
Se vivi até agora, é porque amo você,
Se te olhei assim outrora, é porque queria te ver...

POESIA 20

NA TARDE PÁLIDA DE PRIMAVERA

No bosque, contigo andei.
Na sombra perfeita da noite
Um prazeroso beijo úmido te dei.

Longe de ti passo as noites
Bem perto passo os dias.
Transbordo-me nesse amor
Com desejos e fantasias.

Tenho-te no coração
Guardada dentro do peito
Você afoga o meu pensar
Com devaneios mais que perfeitos.

POESIA 21

FAZ O BEM SEM FAZER ECONOMIA


Leva alegria onde houver coração!
Evita o não; age com simpatia;
Faz do teu dia uma fonte de emoção.

Usa a razão pra tocar tua energia!
Seja mania tu atenderes a um irmão,
Tua gratidão irá brotar um dia
E a alegria dará à  tristeza a mão.

Então luta pra que o bem supere o mal,
Age assim e não procure ser notado,
Sem exigir muito obrigado ou coisa igual,
E tal qual o sol tu serás um iluminado.

Faz o bem, da de ti com alegria
Faz do abraço um pretexto, vai, sorria!

POESIA 22

RASCUNHO


Preciso te encontrar,
te ver e dizer qualquer coisa,
qualquer frase e palavra,
que me invade agora,
e que dizem o que sentimos,
ou que queremos sentir.

Oque nos mostra o amor
e nos fazem entender?
Me mostra o caminho
para encontrar você,
te encontrar do jeito que eu quero,
do jeito que só você sabe.

Qualquer frase ou palavra
que só você sabe sentir,
um momento nessa vida
que nos torna só um.
Dois corações neste instante
não da para esconder,
duas vidas, duas histórias,
escritas em páginas em branco.

POESIA 23

ESTRANHA SAUDADE

Hoje eu não acordei hoje eu não pretendo acordar
Certo sentimento me maltrata
Estranho sentimento me sufoca
Eu sinto febre de saudades
Saudade de um corpo, saudade de um gosto, saudade de um cheiro
E esse corpo eu nunca toquei;
Esse gosto eu nunca provei;
Esse cheiro eu nunca senti;
Como posso sofrer a falta de algo que eu nunca tive?
Meu coração está em chamas
Eu tenho febre e delírios
Essas milhas de distancia são meu martírio
Minha alma grita pela tua
Meu copo está ansioso pelo teu
Hoje eu não quero acordar
Eu quero um sono secular
Pra criar aromas pra tua pele
Pra Fantasiar sabores pro teu beijo.

POESIA 24

SOMOS CINCO

Juntas a outras somos fortes
solitárias somos fracas
O a é a 1rimeira
O e é a 2egunda
O i é a 3erceira
O o é a 4uarta
O u é a 5uinta

Uma letra solitária
prevalece inerte

Uma letra solitária
prevalece inápta

Uma letra solitária
prevalece infeliz

Uma letra solitária
prevalece "paralítica"

Quem disse que vou ficar sozinha?

POESIA 25

FÉ

Faço promessas pra te encontrar
Vejo estrela no céu
Quero ver você
Bater meu coração na direção certa
Parar de escrever poesias de solidão

Coisas assim
Suco de laranja
Coisas pequenas
Solidão aguda
Rua vazia
Apenas eu
Bolhas de sabão
Arroz com feijão
Sua boca

Esquecendo de minhas próprias vontades
Desejos reprimidos
Dias difíceis
Coisas banais

Mais uma vez me perdi em você
Ao invés de me encontrar
Fiquei com um caminho a toa
Por nada
E sem sentido nenhum

Queria dizer uma coisa
Mas coisas não podem ser mais ditas dessa maneira

Me esqueceu
Fez que me esqueceu
Mas como esquecer do vazio
Se você todo dia me lembra dele

Vejo televisão
As vezes não
Odeio pimenta

Você me viciou em você
Agora sou dependente
Sem razão pra você voltar
Fiquei sem você
Sem razão para Ter ido

Não me desespero
Penso em não pensar em você
Mas acabo pensando
Ficando sem você

Quero ir embora
Mas não viajo em naves espaciais
Então como sair do seu mundo
Se você me prometeu dias melhores

E essas noites tem sido difíceis demais
Sem suas promessas.

POESIA 26

DELÍRIO POÉTICO

O pedaço azul de lápis
Entre as pedras da calçada
Que eu subia
Chamou-me a atenção
Não que o pedaço
A cor ou o lugar do encontrado
Fossem motivo de poesia...

A menos que visse
Um pedaço do céu caído no chão
E a imaginação fabricasse
Uma viagem entre estrelas

Astros, cometas
Láctea via Vênus nua
Estátua quebrada
Nas crateras da lua

Mas era apenas um pedaço de lápis...

E o que pode um pedaço de lápis
Neste vasto, vasto mundo?

Fica no fundo do meu bolso vazio
De grana, de grude, de glosa, de cio
Mio, o mio do gato preso no porão
Inconscientemente mente a mente
Descaradamente

POESIA 27

AVE MARIA DO REENCONTRO

Ecoam as seis badaladas da tarde pelo céu cinzento
Uma dor fúnebre invade alma e permeia meu ser
A tristeza envolve o espírito e turva o pensamento
Expira o ânimo a coragem e a razão em viver.

Fraqueja o corpo sob a angústia inóspita e hostil
Esvazia o cérebro que já não pode mais raciocinar
Antes forte astuto agora mórbido sou fraco e vil
Perco o encanto do mundo e não consigo mais amar.

Resta-me como esperança de luz unicamente a morte
Mas porque não sou sádico desejo-a sem nenhuma dor
A despeito da infinda solidão e erma agonia torpe
Vale mais a vida ardorosa que do fenecer o algor.

Então ao toque do angélico andamento da Ave Maria
Refiz a lembrança sobre momentos de vida e alegria
Destarte elevo alma e corpo em reanimadora euforia.

Fartam-me a alma e o coração de benesses do além
Renovo a harmonia da noite de paz e agradeço o dia
Viver sempre jamais morrer por motivos aquém.

POESIA 28

PERDÃO

Obrigado Senhor,
por mais um prato de comida
que eu tenho na mesa
porém eu não esqueço
das coxas de Teresa.

Sei que toda indecência é pecado
mas nesta hora
não posso deixar de pensar
nos seios de Dora.

Este alimento agora
em meu prato de todo dia
não me deixa esquecer
da bunda de Maria.

Enfim, Senhor,
neste momento
desfila em minha mente
todas as mulheres que tive
(ou que quis ter)
e neste prato de alimento
seus corpos nus
me extasiam
me dão prazer.

Perdão Senhor, se nesta hora
minha oração se mistura
É obscenidade contida
mas tal como as mulheres
esta comida
faz parte da minha vida
Amém.

POESIA 29

PARTIDA

pronto!
parte, como esperado o barco
reclama do roteiro quem lida
há tempos com traços do desterro?

olhares, mágoas... tantas
as miragens que agora
subindo o pano ao mastro
a sombra do destino delineia

riscado no céu um nublado alerta
a vida para sempre
- mesmo fatigado aprende -
se dissolve antes do crepúsculo

POESIA 30

ME DERAM UMA BATA DE PAZ

Me deram uma bata de paz
E eu me cobri
Não me disseram que era preciso
Tirar a farda de guerra que sempre vesti

É difícil morrer pra mim
Existe ódio e tanta culpa
Esse manto de paz
Encobre uma mortalha voraz

Eu estou no escuro, cheio de luz
Eu estou perdido, mas no caminho
Só preciso de um Pai
Porque como menino, só olho pra traz

Hoje encontrei a mão que me guia
Já entendi, que como homem,
Apenas o homem afia...
Oh, Santo Espirito, contigo no peito
Atravesso o caminho estreito

O dia escuro se foi
Quem estava perdido,
O Reino encontrou.
Espírito Vivo, dentro de nós
Brilhou como sol
O Reino chegou...

Só olho pra ti...

POESIA 31

INFINDÁVEL SAUDADE

Se quiser saber eu ainda lamento
Aquela voz, naquela hora e momento
A sós com a mulher e os sonhos seus
Decidindo não seguir os passos meus.

Se quiser saber eu ainda procuro
É triste alma que me pôs no escuro
E em uma só nota compôs a canção...
De um quebranto para sentir solidão.

Se quiser saber eu ainda escondo
Inefável tristeza do meu amor se pondo
Enquanto nego a infindável saudade
Daquela que era a minha metade.

Se quiser saber eu ainda vasculho
Na memória triste daquele mês de julho
Um melhor final pra mesma história
Do adeus que nunca mais foi embora.

POESIA 32

NÓS

Saiu o garimpeiro em busca de diamantes de papel
percorreu milhas de terras sombras e mares
o ouro
o diamante
para sua amada
para o cinzel
lapidação tocante intocável
depois a via-láctea o acolheu
mirou constelações a gênese dos astro
invisíveis folheações minerais brilhavam
uma fileira de luas
abandonadas
desacordadas
gordas
magras
corcundas
como bananas amarelas
um planeta errante mapeado
sofre mais a solidão - tem sede esse planeta -
cabeleiras de cometas lumiavam
revoações coreografadas de meteoros
não se escondiam
eram de vidro as portas escarlates
a luz de um reino antigo
suspirava na fronteira do rio celeste
no chão de papiro
de celofane
de seda sensível
de manteiga de sabão
melofones e guitarras embriagavam-se naquele fulgor líquido
lousas verdes com limos de palavras esquecidas
desencardenações metrificadas
epóstolas de algodão
o rosto magnífico de um deus criança
brincava de sofrer de versos
um deus enlouqueceu de amar
foi depois o garimpeiro gari
ancinhando as folhagens
tanto junto folhas e folhas
que teceu mais um planeta
redondo? Não.
Em forma de livro
uma brochura abarrotada de imagens
costuradas a mão pelo fio de Ariadne
a luz não se apagou dentro do livro
o encadernador de folhas viu que aquilo era bom
e guardou dentro do infinito
o planeta livro
planeta palavra
planeta letra
planeta m=FAsica
planeta alma
estrelas pequenas e grandes
vieram
anjos, arcanjos e querubins
vieram
definitivamente Deus havia enlouquecido de amar
o cruzeiro do sul inclinou-se mais um pouco
as três Marias deram-se as mãos
um girassol ficou perplexo
paralisado
um sol dentro de um livro?!
soletrando
soletrado
solivre
solivro
os anéis de saturno
ah! esses anéis sem dedos
anéis em vão

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