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Poluição - O habitat que criamos

Autor: Arnold Gonçalves

Hoje a imagem das chaminés
Já não é tão comum a olho nu
As maiores mudaram para bem longe
E continuam sua fumaça no esconderijo
Selva, bosque, parque particular
Fachada verde para um íntimo negro
Da poluição que continua envenenando

Hoje as chaminés restantes na cidade
Parecem caladas, até mesmo desativadas
Mas no escuro da noite, na surdina
Enquanto a fiscalização parece dormir
Ela trabalha discretamente para o mal
Com a ajuda de um novo artifício
Boa parte de seu trabalho desce
E pelos porões chega até o esgoto
Jogado clandestinamente nos rios

Hoje não existe mais grandes vilões
Todos nós contribuímos intensivamente
Para criar o novo habitat na terra
Lençóis de fezes, rios de piche
Lagos de entulhos, mares de óleo
Fazemos casas à beira da represa
Urinamos na água que iremos beber
E ainda não entendemos por que tanta doença

Reclamamos das avenidas congestionadas
Mas jamais largamos o carro
Padaria, drogaria, jornaleiro...
Andar até a esquina parece martírio
Mas a bronquite, sinusite, rinite...
É tudo culpa do governo, e do clima

Andamos pelas cidades, pelas praias
Pelas matas, pelos mares, e algo
Uma coisa sempre existe em comum
LIXO!
Não foi o industrial, nem o petroleiro
Foi o ser humano na forma mais individual
Cada um de nós jogou uma garrafa
Uma latinha, uma embalagem...
Depois pisamos em cima para espalhar
Fazendo cara de "não tenho culpa"

É inegável que os poderosos poluem mais
Através de suas empresas cheias de máquinas
Tornam imundas todas as coisas
Mas é inegável também que ninguém
Na mais completa normalidade
Preferisse parar tudo em nome da preservação
Do fim da poluição no planeta
Ninguém vai querer perder as mordomias
Só para evitar que um peixinho morra
Ou para manter a árvore sempre florida
Com frutos para os passarinhos bicarem
E saírem semeando a terra límpida...

Essa opção certamente terá alto preço
No futuro descobriremos o que é sobrevivência
O desperdício e excessos de nossos dias
Serão exemplos claros da ignorância animal
Interpretação errônea dos recursos naturais
Ar puro, mar limpo, rios fluentes
Não são frescuras de ativistas "ecochatos"
São necessidades fisiológicas do ser humano
Respiração, higienização, alimentação
A vida simples é naturalmente saudável
Não é negócio pagar a mordomia com a saúde.

Autor: Arnold Gonçalves

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