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A existência terrestre

Autor: André Luiz ("Sol nas Almas", cap. 47, CEC)

A existência terrestre é comparada ao firmamento
que nem sempre surge perfeitamente anilado.
Dias sobrevêm nos quais as nuvens da prova
se entrechocam de improviso,
estabelecendo o aguaceiro das lágrimas.

Raios de angústia varrem o céu da esperança...
Granizos de sofrimento apedrejam os sonhos...
Rajadas de calúnia açoitam a alma...

Enxurrada carreando maledicência
invade o caminho anunciando subversão..
Multiplicam-se os problemas,
traçando os testes do destino
em que se nos verificará o aproveitamento
dos valores que o mundo nos oferece.

Entretanto, a facilitação de cada problema
solicita três atitudes essencialmente distintas,
tendendo ao mesmo fim.
Silêncio diante do caos.
Oração à frente do desafio.
Serviço perante o mal.

Se a tentação aparece
entenebrecendo a estrada,
recorramos à oração.
Se a ofensa nos injuria,
refugiemos no serviço.

Toda perturbação pode ser limitada
pelo silêncio até que se lhe extinga o núcleo de sombra.
Toda impropriedade mental
desaparece se lhe antepomos a luz da oração.
Todo desequilíbrio engenhado
pelas forças das trevas é suscetível
de se regenerar pela energia benéfica do serviço.

O trânsito da vida possui também sinalização peculiar.
Silêncio - previne contra o perigo.
Oração - prepara a passagem livre.
Serviço - garante a marcha correta.

Em qualquer obstáculo,
valer-se desse trio de paz, discernimento
e realização é assegurar a própria felicidade.

S.O.S. é hoje o sinal de todas as nações
para configurar as súplicas de socorro
e, na esfera de todas as criaturas
existe outro S.O.S., irmanando
silêncio, oração e serviço,
como sendo a síntese de todas as respostas.

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