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Pergunta: Porque houve a queda do muro de Berlim?

Em 9 de novembro de 1989, foi anunciado oficialmente, que, a partir da meia-noite, os alemães do Leste poderiam cruzar qualquer uma das fronteiras da Alemanha Oriental, incluindo o Muro de Berlim, sem necessidade de contar com permissões especiais. De imediato, espalhou-se a notícia em ambas as partes da cidade dividida. Muito antes da meia-noite, milhares de berlinenses tinham se aglomerado em ambos os lados do muro. No momento esperado, os berlinenses do Leste, começaram a passar pelo posto de controle. Abundaram as cenas cheias de emoção: abraços de familiares e amigos que ficaram separados por muito tempo, pranto, rostos que refletiam incredulidade, brindes com champagne ou cerveja, presentes de boas-vindas aos visitantes, flores nos para-brisas dos carros que cruzavam a fronteira e nos rifles dos soldados que custodiavam os postos de vigilância, show com artistas como os ex-integrantes do Pink Floyd (The wall). Em seguida, deram-se as cenas que percorreram o mundo, de milhares de jovens derrubando o muro a golpes. Havia sido cumprida uma grande reivindicação nacional que existia desde que, em 13 de agosto de 1961, os líderes da antiga Alemanha Oriental ordenaram a construção de uma parede de concreto de 166 quilômetros de extensão e quatro metros de altura para dividir em duas a cidade de Berlim.
A queda do Muro foi a culminação de um processo revolucionário que vinha se desenvolvendo na Alemanha Oriental e em todos os outros paises dominados pela mão de ferro da União Soviética. Não foi um fenômeno isolado. A queda do Muro foi o símbolo de um impressionante processo revolucionário de massas na contramão dos regimes totalitários de partido único do Leste Europeu, que foram, um a um, desmoronando como castelos de cartas. Na Polônia, após uma grande quantidade de greves pelas insustentáveis condições de vida, os dirigentes do sindicato Solidariedade conquistaram uma legislação sindical, mudanças constitucionais e eleições livres; e em julho de 1989 o líder do sindicato tornou-se primeiro-ministro. Na Tchecoslováquia, a partir de agosto de 1989, intensificaram-se os protestos populares culminando com a abertura política no país ainda no final deste mesmo ano. Na Hungria, o processo começou antes, já em 1988. Em maio de 1989, o governo ordenou ao exército que começasse a destruir a cerca que demarcava a fronteira com a Áustria, fato que catalisou o processo alemão. Na Romênia, Em meados de dezembro de 1989, deram-se manifestações de protesto contra o governo. Houve violenta repressão, que resultou em uma revolta popular ainda mais agressiva, culminando com a morte de dezenas de milhares de romenos. Por fim o governante foi derrotado e executado. Todo este processo culminou em 1991 com a queda do regime soviético.

Fonte: www.pstu.org.br

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