Pergunta:
Características da fábula e interpretação de “Um apólogo”, de Machado de Assis.

Leia o texto: “Um apólogo”, de Machado de Assis.

Resposta:

Para começar vamos identificar o que seria um apólogo: Segundo o dicionário é um “ensinamento moral sob a forma de fábula”. Isso nos da a entender que o texto é produzido com a intensão de passar informações de forma indireta e recheada de figuras. Essa forma literária abre um leque de possibilidades de entendimento, cada leitor terá o seu de acordo com o conhecimento e experiências que adquiriu durante a vida. A seguir darei a minha visão inicial ao ler o texto, pois ao ler uma segunda vez, passei a ter novas visões, o que demonstra a genialidade de Machado de Assis. A agulha representa quem faz o trabalho de preparação do ambiente, de indicação dos caminhos a seguir, de guia dos trabalhos refinados, para que os que o fazem, possam trabalhar da melhor forma possível.

A linha representa os que fazem esse trabalho refinado, que jamais teriam condições de fazer o seu trabalho não fosse o esforço dos que preparam a base e dos que os preparem e indiquem o caminho
O alfinete represente o trabalhador de base, que não tem preocupação com o que vem antes, nem depois. Simplesmente faz o seu trabalho, não se preocupando com os demais, nem com o reconhecimento.
A roupa é o produto final, a costureira é a empreendedora, e a baronesa a consumidora. A empreendedora simplesmente descarta quem não lhe serve mais para a produção de novos produtos. A consumidora nem pensa no trabalho de quem fabricou o produto.
O resultado final premia, as vezes, apenas quem faz o trabalho refinado, desde que o resultado seja satisfatório, e este trabalhador se sente exageradamente importante por isso. Nessa condições podemos exemplificar através dos engenheiros.
O trabalhador da base é descartado ou esquecido, e não se preocupa com isso. Aí se enquadram os pedreiros.
Já o trabalhador que prepara os caminhos sente a falta de reconhecimento pelo seu trabalho, pois se acham mais importantes que os demais. Ele é posto na mesma situação de descarte do trabalhador de base, e isso dói muito para ele. Aqui temos os técnicos, e no caso do texto, os professores.
O texto faz uma critica mais contundente à classe trabalhadora representada pela agulha ao dizer que ela não tem cabeça. Ela é levada mais pela emoção do que pela razão. Ao que parece, essa classe de profissionais da época de Machado de Assis continua a mesma hoje em dia; “se acha muito”, mas faz pouco para melhorar sua condição de vida, e ainda tem dificuldade para trabalhar em grupo.

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