CONTOS

Lutas invisíveis

Autora: Fernanda R-Mesquita

A casa parecia cheirar apenas a água a ferver. Tem cheiro, a água, quando ferve? Neste caso, sim. As bolhas libertavam o cheiro da pressa. Saltavam, ansiosas por transformar as batatas em puré. Entre os meus dedos da mão esquerda um pobre tubérculo gemia, enquanto a direita manejava a faca, atingindo-o com duros cortes. A poesia... ah, a poesia ficara à minha espera. ´´ Que espere por melhores horas ``- pensei. Naquele momento a poesia era outra; a dos tachos, à luta com o meu cansaço. Mais um pouco, o derrotado tubérculo, seria um vaidoso puré de batata nos pratos, que já esperavam na mesa. Os convidados estavam ausentes. Encontravam-se na sala ao lado, mas ausentes. Eles não sentiam nem um pingo de curiosidade. Se assim fosse, teriam movido a cabeça, enquanto eu desabafava o meu enfado, batendo com mais força do que a necessária, com a colher de pau nos ombros do tacho que suava a bom suar. E o pobre pano da cozinha?
Convertido a rodilha, experimentou a força de uma mulher aborrecida. Sempre gostei de cozinhar, mas nem sempre nos momentos em que os outros me querem na cozinha. A poesia esbracejava em um outro universo, impaciente que eu lhe desse autorização de se manifestar. Que coisa! A poesia também precisa ser paciente! Não? Ela segredou-me que não. Desabafou: ´´a espera aniquila-me``. Agora comam que eu vou escrever- senti vontade de dizer. Contive-me, sentei-me na mesa. A poesia brincou de rio dentro do meu copo de água e de jardim na jarra de flores. Nem me deixava mastigar. Nunca ansiei tanto que todos terminassem de comer. ´´ Ah, mas depois de todos satisfeitos, quem arruma os pratos sujos?``- pensei levantando-me. Os pratos tremiam de medo nas minhas mãos, Elas quase que os afundavam no pobre do caixote do lixo, que por sua vez quase se engasgava, tal era a velocidade e fúria com que o obrigava a engolir os restos de comida deixados pelos convidados.
A poesia, essa coitada já desaparecera. Ocupara o seu lugar, a desilusão por eu mesma lhe ter feito o funeral. Horas depois... muitas depois. Após aquele período em que eu tentei deitar a cabeça na almofada e chamei o sono. Mas ele decidiu ficar de folga. Quatro horas a remexer-me na cama, imaginando a poesia a remexer-se no túmulo. Levantei, com todas as minhas forças, busquei a pá e decidi desenterrá-la. Não havia outro caminho. Quando a libertei, derramou-se em queixumes. Que poema triste ela escreveu! Mas depois de terminado, senti-me renovada. Que doce refrigério na minha alma! Poder desabafar num poema o que gostaria que os outros entendessem sem que eu falasse. O mundo familiar é cheio de botões secretos. Alguns nunca chegam a ser acionados. O amor enferruja, constantemente na fechadura da porta. Por vezes espreita, quase pergunta se pode entrar, mas depois, encolhe-se; lá dentro o dever ocupa toda a casa.
Uns esperam sentados, iguais a convidados que não conhecem os cantos da casa, que alguém cumpra o dever e esse alguém transpira, convencido que tem de dançar a valsa dos outros e de suportar o mundo no seu dorso.


CRÔNICA

O futuro da pátria depende da forma como se educa a juventude

Autor: Humberto Pinho da Silva
Contato: humbertopinhodasilva@gmail.com

Há uma máxima, que todo o agricultor conhece: “Colhe-se o que se semeia”. Se, semeamos boa semente, e se cuidarmos da planta com carinho: livrando-a de parasitas, adubando e estrumando bem a terra, colher-se-á bons frutos: em tamanho e qualidade. Ora o que se passa com as plantas, acontece com as nossas crianças. Se quisermos sociedade: justa, honesta e sadia, teremos de cuidar da juventude. Os pais, como primeiros educadores, devem inculcar, desde a mais tenra idade, hábitos bons: ensinando-os a respeitar os mais velhos; a utilizarem as palavras e frases, que lubrificam as relações humanas, tais como: “Muito obrigado.” “Não tem de quê.” “Por favor.”… Educar não é só teoria, nem palavras, mas exemplos. A criança é ótima observadora, e repete sempre: gestos, atitudes, vocabulário e comportamentos que presenciam em casa. Mais tarde, cumpre à Escola, complementar a missão dos pais.
Não incutindo (como se faz em alguns estabelecimentos de ensino) nas mentes em formação: aber rações e imoralidades, embuçadas na manta de democracia, e muito menos, semear a depravação, sob a forma de Arte; mas, ensinando as regras: morais e cívicas, há muito enraizadas na alma da nação. Se deixarmos a juventude ser educada pela TV, sem regras, sem princípios morais e sem respeito pelos mestres, não estamos a criar, apenas, delinquentes, mas a pôr em perigo o futuro da Pátria: a formar políticos e leitores corruptos, professores imorais e juízes iníquos. A semente pode ser boa (leia-se o jovem,) mas se a terra não for apropriada, e não cuidarmos da criança, ela não dará bons frutos. Certo pastor baptista, contou-me. Num congresso em Madrid, alegoria sobre a fé e o trabalho dos crentes, que se pode adaptar à educação: Se pretendemos bons bolbos de tulipas, teremos de os importar da Holanda. Lançamo-los à terra, crescem, e darão flores perfeitas.
Mas se os guardarmos para florirem no ano seguinte, já não produzem a mesma qualidade, e no decorrer do tempo, degeneram-se, e teremos que ir à “fonte” adquirir outros. E por que degeneram? Porque não soubemos cuidar como devia. Acontece o mesmo com os jovens. Se não os educarmos para serem homens honestos, rígidos no comportamento e na moral, “degeneram “, e teremos geração de: corruptos, impostores, viciosos e criminosos. O futuro das instituições, está nas nossas mãos. Se desejamos coletividade, depravada, entregue ao vício e ao desrespeito, diremos aos nossos filhos: “Tudo vos é permitido “. Se queremos sociedade, onde impere a Caridade e o Amor, ensinemos: “Nem tudo é permitido, mas apenas o que vos torne espiritualmente melhor “. A escolha é nossa. A velha Roma escolheu o caminho da liberdade e do prazer, e sucumbiu. O que nos acontecerá, se não mudarmos de caminho?


MEDITAÇÃO

Para entrar no reino de Deus

Autor: Francisco Albertin

Jesus Cristo, ao dizer para as autoridades que, “os publicanos e as prostitutas os precederão no reino de Deus” (Mateus,21,31), pois este ouviram a pregação de João sobre a justiça e converteram e, eles não. Sobre esta passagem, um fato real ocorrido em uma igreja de Minas Gerais , nos questiona:
Um padre de fora foi, um dia, celebrar uma missa e uma jovem disse a ele que o seu maior sonho era ler na missa. E ele disse a ela que proclamasse a primeira leitura e assim ela fez. Trajava uma minissaia e uma camiseta muito decotada. No término da missa, algumas “senhoras piedosas” vieram e disseram ao padre:
- O que o senhor fez foi um absurdo. Onde se viu deixar uma prostituta proclamar a palavra de Deus?
Ao que o padre respondeu:
- A culpa é de Jesus Cristo.
E elas perguntaram:
- De Jesus, como assim?
Ele, então, concluiu:
- Porque Jesus falou que as prostitutas que se converterem vão entrar no céu primeiro do que vocês, que ficam julgando e falando mal da vida dos outros.

Extraído do livro: Explicando o novo testamento: Os evangelhos de Marcos, Mateus, Lucas e Atos dos Apóstolos (Pág. 144:145). Editora: Santuário. (Compre e leia o Livro, vale a pena)

POESIA

Nossa Senhora Aparecida

Autor: Rafael Santos - Salobro, 17 de outubro de 2017
Contato: rsantoscebi@hotmail.com

O poema dos 300 anos da aparição de nossa senhora aparecida
Eu vou contar uma história, do jeitinho que aconteceu,
Do encontro da imagem, veja como sucedeu,
Da nossa Senhora Aparecida, foi assim que aconteceu.
Nessa história eu vou contar, como ela foi encontrada,
Naquele momento tão difícil, de muitas pessoas escravizadas,
De muita gente sofrida, que era muito massacradas.
Desse povo era exigido, um peixe que não era encontrado,
Se eles não encontrasse, eram todos acorrentados,
Imagine quantos negros, foram muitos espancados.
Uns escravos foram obrigados, ir para o rio pescar,
E disseram para eles, que peixe tinha que encontrar,
Lá no rio Paraíba, por Deus começou chamar.
Era no mês de outubro, de mil setecentos e dezessete,
Num tempo que não existia, nem telefone e nem internet,
Se não encontrasse peixe, apanhava mais que pivete.
Os poderosos da época, nem queria saber,
Que os peixes no rio Paraíba, estava difícil de ter,
E marcaram uma refeição, e peixe queria comer.
Eles ainda avisaram, o que ia acontecer,
Se não encontrasse peixe, como eles iam sofrer,
Que com um grande chicote, eles mesmo ia bater.
Aqueles três pescadores, pra o rio foi só para obedecer,
Porque sabia que não tinha peixe, só não sabia o que fazer,
Só restava chamar por Deus, e pra Nossa Senhora interceder.
Se benzeu e jogou as redes, pra ver o que ia acontecer,
Mas quando puxava as mesmas, era somente pra sofrer,
Porque não vinha nenhum peixe, nem pelo menos pra comer.
O desespero tomou conta, sem saber como fazer,
Mas lembrando de Nossa Senhora, que foi em Caná interceder,
Minha mãe pede ao nosso Deus, pra de nós piedade ter.
Jogaram as redes de novo, no momento que clamava,
E quando puxaram elas, o que via os espantava,
Era uma imagem sem cabeça, isso ninguém explicava.
Sem entender tornou jogar, quando puxou um deles gritava,
É a cabeça da imagem, o outro logo chorava,
E pegando a cabeça, no corpo ele colava.
Quando viram aquela imagem, os seu corpos estremeceu,
De tanta emoção, eles também tremeu,
E disseram minha manzinha, o meu coração é seu.
Então ganharam uma força, que não tem explicação,
Jogaram as redes de novo, foi essa logo a sua ação,
E pegaram tanto peixe, que não coube na embarcação.
Nesse momento choravam, e ninguém conseguia entender,
Onde escondia tantos peixes, que ninguém conseguia ver,
De repente alguém gritou: É um milagre gente! Vocês não ver?
Na vila foi uma festa, e todos queria ver,
Aquela imagem da santa, que fez peixe aparecer,
E preta como aquele povo, que estava a padecer.
E logo eles perguntaram, que nome ela vai ter?
Essa santa que ao povo pobre, resolveu aparecer,
Nossa Senhora Aparecida, é esse nome que vai ser.
Os poderosos quando souberam, não quiseram acreditar,
Botou uma corrente num escravo, somente pra judiar,
Mas em frente dos seus olhos,, Nossa Senhora o fez quebrar.
Esse homem se converteu, e de joelho veio implorar,
O perdão a Deus e ela, por nela não acreditar,
E logo pegou um terço e começou a rezar.
Logo fizeram uma capela, pra Aparecida colocar,
Não demorou muito tempo, para precisar aumentar,
E todos se reuniam, para poderem rezar.
Ela fez muitos milagres, e sua fama aumentou,
E logo uma paróquia, aquela igreja se tornou,
E muitos anos depois, diocese também virou.
Fizeram a basílica velha, mais o povo não suportou,
Aparecida do Norte, cidade famosa ficou,
E começou a basílica nova, que até hoje não terminou.
O maior santuário mariano do mundo, foi isso que se tornou,
A senhora aparecida, o Brasil e o mundo conquistou,
E a padroeira do Brasil, o Papa Pio XI declarou.
Uma coisa tenho que falar, que os redentorista souberam cuidar,
Da parte religiosa, e muitas outras coisas veio criar,
Até radio e TV, pra o reino de Deus anunciar.
Por causa de Nossa Senhora, um povoado ali veio criar,
Com sua fama também, cidade veio virar,
E depois de 300 anos, só tem a comemorar.
Virou uma grande cidade, vem muita gente visitar,
Conhecida no mundo todo, todos querem vim lhe olhar,
Nossa Senhora Aparecida, eu também quero rezar.
Este ano vai fazer, 300 anos que pareceu,
Nossa Senhora Aparecida, que muito coração amoleceu,
Muita gente foi ao seu encontro, e todos se converteu.
Este foi um pequeno poema, pra Nossa Senhora Aparecida,
Pelos seus trezentos anos, parabéns oh mãe querida!
Porque todas as homenagens, pra senhora é merecida!

MEDITAÇÃO

Gratidão

ABRAPEC - Associação BRasileira de Assistência às PEssoas com Câncer
Contato: www.facebook.com.br/abrapecribeirao
Autora: Dirce Ruiz Braz - Diretora Presidente da Abrapec

Agradeça o dia chegando de mansinho e a vida sempre lhe retribuirá. Perceber o recebimento é questão de paciência, é enxergar fatos próximos acontecendo e influenciando para as melhorias que devem ser aprazadas. É comum a preocupação com a vida alheia e esquecer de verificar como anda a nossa. A gratidão é fator preponderante na vivência diária, imperioso para que , assim, possa fluir ordenadamente ao redor.
Falamos no agradecer, pois hoje muita gente alega não ter tempo sobrando e, na verdade, não precisa dele. Aonde quer que esteja, sempre achará esse tempo, pois ele está e estará dentro de você.
O pensamento deve ser usado principalmente para amealhar o bom, o necessário que irá favorece-lo na luta diária. Seja grato, você pode achar que não está recebendo nada, mas recebe muito de Deus. Tudo vem Dele e muitas vezes não é visto por nós.
Reclamações é uma prática, sim, a insatisfação gera conflitos internos e nos esquecemos de nos esforçar por compreender, assimilar e colocar na consciência, porque se ela não se instalar será difícil entender a nós mesmos.
A gratidão é a esperança, o amor como bandeira, é a vontade de se melhorar e mostrar que a força que o moverão vem de coisas abstratas.
Deus faz acontecer, quando assim o quiser. O milagre é impulsionado no momento em que resolve tomar a decisão de sair da mesmice e dizer: “A partir de hoje vou mudar minha vida”, assim partir para a ação.
A gratidão deve ser palavra presente, o teto que o abriga, o alimento, o trabalho, a saúde, a família, a luta, a esperança e a força de poder mudar o que seja necessário e ser uma pessoa melhor.

AUTO AJUDA

Depressão em adolescentes. O que os pais podem fazer.

Fonte: Despertai! - www.jw.org

1) Entenda que adolescentes com depressão talvez achem difícil explicar como se sentem. Eles talvez não entendam o que está acontecendo e não saibam quais são os sintomas da depressão.
2) Adolescentes e adultos se comportam de maneiras diferentes quando estão deprimidos. Por isso, fique atento a mudanças no comportamento de seu filho, nos hábitos alimentares, no humor, no sono ou na convivência com outras pessoas. Essas mudanças podem ser sinal de depressão, principalmente se durarem algumas semanas.
3) Leve a sério qualquer coisa que seu filho disser sobre suicídio, mesmo que ele não diga isso claramente.
4) Se você acha que seu filho tem depressão (não apenas uma tristeza passageira), talvez seja bom consultar um médico.
5) Ajude seu filho a seguir o tratamento. Se ele não melhorar ou se surgirem efeitos colaterais negativos, fale com o médico.
6) Ajuda a sua família a ter uma boa rotina de alimentação, exercícios e sono.
7) Converse bastante com seu filho. Ajude-o a lidar com comentários ou conceitos negativos de outros sobre a depressão.
8) A depressão pode fazer a pessoa se sentir sozinha, inferior e sem valor. Por isso, deixe claro para seu filho, por palavras e ações, que você o ama.
9) A taxa de depressão em meninas adolescentes parece ser maior do que em meninos. Um fator é que muitas garotas enfrentam assédio ou abuso sexual e maus tratos físicos ou emocionais, o que causa muito estresse. Fique atento, pois elas não costumam relatar estes fatos.
10) Monte um kit de “primeiros socorros”: Telefones de pessoas com quem você pode falar quando estiver se sentindo para baixo. Um diário com pensamentos positivos e momentos bons que você viveu. Coisas que fazem você se lembrar de pessoas que te amam. Músicas com mensagens positivas, que te deixam para cima. Palavras consoladoras da Bíblia, como as que encontramos nos textos de Salmo 34:18; 51:17; 94:19; Filipenses 4:6, 7. Frases motivadoras ou artigos que fazem você se sentir bem.

MEDITAÇÃO

Para vencer na vida

Autor: André Luiz

A vida, para toda alma que triunfa no carreiro áspero, é serviço, movimento, ascensão. É a rajada de luta que te conduzirá ao píncaro luminoso, não te suponhas sozinha na jornada áspera. Outras, aos milhares, suam e sangram em silêncio. Passam na cena do mundo, sem o afeto de um esposo e sem a benção de um lar. Não conhecem, como tu, a dádiva de um corpo normal, nem podem guardar os mínimos sonhos que arregimentas no coração feminil. São homens esquecidos e mulheres desamparadas que passam desapercebidos e humilhados, do berço ao túmulo. Respiram em regime de tortura moral e seguem, estrada afora, desprotegidos e dilacerados, aos olhos do mundo, abafando os próprios soluços que, se ouvidos, lhes acarretariam implacável punição. Entretanto, apesar do espesso véu de lágrimas que lhes dificulta a marcha, continuam caminhando impávidos, contando com um amanhã cada vez mais impreciso e distante, que parece ocultar-se, indefinido, nos horizontes sem fim.
Procura servir, fraternalmente, a quantos te reclamem arrimo e braço forte.
Ajuda, antes de procurares auxílio.
Compreende, sem exigir compreensão imediata.
Desculpa os outros, sem desculpar a ti mesma.
Ampara, sem a intenção de ser amparada.
Dá, sem o propósito de receber.
Não persigas o respeito humano que te faça aparecer melhor que és, mas busca, em todo tempo e lugar, a benção divina na aprovação da própria consciência.
Não procures destacada posição diante dos outros; antes de tudo, aperfeiçoa os teus sentimentos, cada vez mais, sem propaganda de tuas virtudes vacilantes e problemáticas.
Age corretamente e esquece as frases vazias ou venenosas da maledicência contumaz.
Socorrendo-te das diretrizes alheias, desconfia das palavras que te lisonjeiem a fantasiosa superioridade pessoal ou que te inclinem à dureza do coração.
Diante da fartura ou da escassez, recorda o serviço que o Senhor te convocou a realizar e produze o bem em Seu nome, onde estiveres.
Lembra-te que a experiência na carne é demasiadamente breve e que a tua cabeça deve permanecer tão cheia de ideais santificantes quanto as mãos repletas de trabalho salutar.
Para que atendas, porém, a semelhante programa, é imprescindível abrir o coração ao sol renovador do sumo bem.
De alma cerrada ao interesse pela felicidade do próximo, jamais encontrará a própria felicidade.
A alegria que improvisares, em torno dos pés alheios, te fará mais rica de júbilo.
Na paz que semeares, encontrará a colheita da paz que desejas.
Estes são princípios da vida radiante. No insulamento, ninguém recolherá a suprema alegria.
Para a Sabedoria Divina, tão infortunado é o pastor que perdeu o rebanho, quanto a ovelha que perdeu o pastor. A desistência de ajudar é tão escura quanto o relaxamento de extraviar-se.
O egoismo conseguirá criar um oásis, mas nunca edificará um continente.
É indispensável, aprenderes a sair de ti mesma, auscultando a necessidade e a dor daqueles que te cercam.

Extraído do livro: Libertação (Pág. 249:251). Psicografado por: Chico Xavier. Editora: FEB. (Compre e leia o Livro, vale a pena)

POESIA

Saudades da minha infância

Autor: Rafael Santos - Salobro, 17 de outubro de 2017
Contato: rsantoscebi@hotmail.com

Segunda feira de carnaval, fui visitar meu lugar,
Fui lá onde eu nasci, por onze anos foi meu lar,
E lá quando eu cheguei, comecei a me emocionar.
Fui visitar meus parentes, e comecei a me recordar,
Do tempo da minha infância, e comecei a me lembrar,
De cada momento que vivi, ali naquele lugar.
Eu subi num murundú, e comecei a pensar,
Em cada situação, que vivi nesse lugar,
E comecei a me conter, pra não começar a chorar.
Lembrei do meu avô Júlio, que falta ele me faz,
Ele era um homem pequeno, mas como me trazia paz,
Me trazia tranqüilidade, como ninguém mas me traz.
Lembrei da Dindinha Agrice, o quanto me protegia,
Quando eu aprontava uma, pra casa dela eu corria,
Da surra da minha mãe, só ela me protegia.
E daquela primaiada, como eu me divertia,
Agente brincava de tudo, e muita coisa comia,
As noites eram tão boas, enquanto agente não dormia.
Brincava de esconde, esconde, de guerrô e cantoria,
Mas as cantigas de roda, é as que as mocinhas preferia,
Era ali que as paqueras, a cada dia surgia.
E ainda tinha os outros avòs, padrinho Miúdo e madrinha Nenzinha,
Essa era a parte materna, da minha querida mãezinha,
Como lembro dos mutirões, que eles sempre fazia.
Também lembro dos tios e das tias, com muita alegria,
Que tocava e cantava, as lindas melodias,
E tinha também um jogador, que gols lindos ele fazia.
Tinha vaqueiro arretado, que as boiadas conduzia,
Tinha tias cozinheiras, que as comidas fazia,
E tinha os tios galãs, que as minhas vontades ele fazia.
Mas também eu me lembrei, dos medos que eu passava,
Daqueles bois valentões, que ali perto pastava,
Dos fantasmas e lobisomem, que por ali passeava.
Dos vários cachorros doidos, que de vês em quando corria,
Mordendo os outros cachorros, e quem não se protegia,
Quando a noticia saia, eu sempre me escondia.
Mas lembrei da minha casinha, de palhas e de enchimento,
Com aquele chão batido, que molhava freqüentemente,
Fecho meus olhos e vejo minha mãe, varrendo bem lá na frente.
Os meus irmãozinhos na rede e minha mãe pra eles cantando,
Porque nós nem rádio tinha, por isso eu ficava escutando,
E ao som da sua voz, eles iam se acalmando.
Mas me lembro do meu velho pai, que só vivia trabalhando,
Que passava o dia no mundo, só a noite eu via chegando,
Cansado e fatigado, ele ia logo deitando.
Me lembro de umas fazendas, onde tinha muito gado,
Donde todos os peões, tinha que trabalhar um bocado,
Mas quando aparecia uma boiada, me esconder era obrigado.
Ainda me lembro daqueles pães, que painho trazia da feira,
Que agente comia de noite, sentado lá na esteira,
E a cachorra de estimação, sentada ali na beira.
E eu não podia esquecer, do jegue que meu pai tinha,
Que eu montava escondido, de manhã e de tardizinha,
E levava muitas quedas e de minha mãe eu a escondia.
Lembro dos passarinhos, que cantava a tardizinha,
E sentava no terreiro, todo tipo de pombinha,
Periquitos e papagaios, formando uma sinfonia.
Mas um dia bem anoitinha, o meu tio aparecia,
Pra levar agente embora, ainda naquele dia,
Pra morar lá em Salobro, onde seu Deni viva.
Viajamos a noite toda, ate clareou o dia,
Deixando essas histórias, e outras que conto outro dia,
Da nossa terra, da nossa gente, do mundo que nós vivia.

CRÔNICA

No dia da mãe, é bom recordar: uma mãe, como poucas

Autor: Humberto Pinho da Silva
Contato: humbertopinhodasilva@gmail.com

Genciana é a caçulinha querida de velho e austero médico do interior. É ainda adolescente. Adolescente, robusta e fogosa. O rosto, é trigueiro; a pele: macia e sedosa. Mudara-se, recentemente, para os subúrbios, para casa bem construída e bem espaçosa. O pai, jaz no leito, vítima de doença, que não costuma perdoar. Estirado na cama, o velho médico, é um homem triste, desolado. A barba escurece-lhe e azula-lhe as faces amarelecidas. Desanimada, a mulher, olha-o angustiada. Está compungida. O doente parece dormir, mas pressentindo gente, descerra levemente as pálpebras envelhecidas. Circunvaga, desalentado, a vista pelo quarto, que permanece em repousante penumbra, e, volvendo os olhos embaciados, para a esposa, numa expressão dolorosa, profere apagado e triste sussurro: - “ O que será de meus filhos! … Meu Deus! … Tão novos! … e tão desamparados! …” A mulher consola-o. Incute-lhe animo. No íntimo, sabe, que é caso quase perdido. Só um milagre…mas milagres raramente acontecem…
Está desolada. Receia ficar só, com um ranchinho de filhos…Ela, que sempre se apoiou no marido, encontra-se na iminência de ficar com escassa pensão, e rendimentos de poucos bens herdados. Genciana pressente o drama, mas pensa, confia – confia em quê?!Nem ela sabe em quê, - que o pai seja imortal. Está feliz: tem casa nova e tem quarto novo, que reparte com a irmã. Genciana tem um primo. O primo Alberto. É um jovem tímido, de olhar vago e triste. Seus olhos castanhos, fulgem, quando está com ela… Vive longe, muito longe, no litoral; por isso, raras vezes se encontram, raras vezes se veem. Este Verão, estando de férias, foi visitar o primo doente, que tanto estima, e tanto o estima. Genciana recebeu-o, com os belos olhos castanhos, radiantes de júbilo. Terminada a curta visita, ao enfermo, ela logo o segura pela mão. E de mãos enlaçadas, como duas crianças, ambos, galgam, dois a dois, os degraus da escada de madeira, que dão acesso ao andar superior.
Penetram num quarto sombrio, mergulhado em silêncio, onde há duas camas de ferro, esmaltadas a branco, cobertas de alva colcha de fustão: - “ Este é o meu quarto! …” – informa a menina, emocionada, de olhos saltando de alegria. Alberto estaca. Cresce-lhe a emoção. Passeia calmamente a vista: ao lado de cada cama, há mesinha de cabeceira, com porta retrato, em cada uma. O quarto é espaçoso. Tem poucos móveis, e recebe a luz, de ampla claraboia. E sempre de mãos bem enlaçadas, sentindo o agradável contacto da pele juvenil, Alberto, mira-a com carinho; e imensa onda de ternura alaga-lhe a alma perturbada. Seus olhos brilhantes, ensombrassem. Em breve; quando? – só Deus o sabe, – será órfã. Órfã de pai. Jamais receberá o carinho paterno, a protecção de quem que tanto lhe quer… E enxurrada de nebulosos pensamentos, fervem-lhe na mente excitada: “ Como gostava de ajudar! …” “Mas, como?!” “ Aceitariam ajuda? …
Certamente que não…” …………………………………….................................................... …………………………………….................................................... O tempo passou…O tempo tudo apaga. Tudo esquece… Até amizade! … Até amizade! … Hoje, Alberto e Genciana, estão velhos: ele, vive no litoral, sofrendo os tristes achaques da velhice; ela, no interior, numa estância, em constante labuta, cuidando dos filhos. O que o velho médico tanto temia, não aconteceu: A mulher cuidou das crianças, buscando forças, que não conhecia. Privou-se de muito, para que nada lhes faltasse. Quantos vestidos gostaria de ter comprado, que não comprou? Quantas viagens gostaria de ter feito, que não fez? Quantas horas de aflição passou, em silêncio? Quantas lágrimas derramou, na solidão do seu quarto de viúva? Só ela e Deus é que sabem. Foi Mulher e Mãe exemplar. Mãe, com poucas…até morrer… O que descrevi, é verídico. Passou-se no Nordeste.
No árido Nordeste brasileiro; em pequenina cidade sertaneja, perdida nesse imenso Brasil. Que Deus se compadeça dessa MÃE. ACHEGAS PARA A HARMONIA NO LAR Por Humberto Pinho da Silva - “ Depois de casado, ele modifica-se…” – dizia certa mocinha a sua mãe, convencida que o matrimónio era uma espécie de varinha de condão, que tudo transforma ao nosso belo prazer. Mas não é. Realmente modifica; mas não é repentinamente. Essa modificação, demora anos, por vezes décadas… A personalidade do conjugue foi formada pela: educação recebida; ambiente em que viveu; experiências que teve; traumas que passou na infância e na adolescência. É preciso, quantas vezes, realizar esforço, quase titânico, para aceitar o parceiro. Se é verdade que a personalidade dos casais, pouco a pouco tende a assemelharem-se, porque recebem influências idênticas; também é verdade, que a personalidade não é estável. Está sempre em constante evolução: por vezes para melhor, outras, infelizmente, para pior.
A mocinha que dizia à mãe, que o noivo, depois de casado, modificava, falava verdade… mas não toda. No caso apresentado, o casamento não alterou – a não ser no inicio, – o carácter do marido nem o espírito de Dom Juan. Decorridos anos, conquistou os favores de mulher elegante, de boa posição social. Com ela vangloriava-se diante dos amigos, e entrava de braço dado nas festas que frequentava, enquanto a mulher ficava no lar com os filhos… Alertada pelas amigas, fez de conta que não entendia; até que a melhor amiga, interrogou-a: “- Não tens vergonha de ser assim ultrajada?! …” Abriram-se, então, os olhos, e vendo a situação ridícula em que vivia, pediu divórcio, apartando-se daquele que lhe havia feito promessas de amor eterno. A vida conjugal é feita mais de pequenas renúncias, que de grandes conquistas… Para haver harmonia no lar, é mister que ambos tentem agradar-se mutuamente, privando-se, por vezes, de desejos e prazeres, para que o outro se sinta feliz e retribua.
O amadurecimento da personalidade de cada um, realiza-se lentamente, muito lentamente, e depende muito da escolha que se fez: Se ambos tiverem gostos semelhantes, religião, cultura, e principalmente forem crentes convictos e tementes a Deus, a harmonia surge facilmente, porque a vida conjugal não é apenas física, mas espiritual. Problema sempre difícil de solucionar, que se agudizou nos dias de hoje, é o facto de, a mulher, usufruir rendimento superior ao marido. A mente masculina custa-lhe aceitar a situação de inferioridade, seja cultural ou monetária. Jovem médico desistiu de casar com colega, porque esta, além de ser considerada competentíssima, recebia vencimento superior ao seu… Dificuldade – que não é difícil de ser ultrapassada, desde que haja compreensão e boa vontade de ambos, – mas que sempre foi problema para a felicidade do lar. Na “ Carta de Guia de Casados” o nosso clássico, D. Francisco Manuel de Mello, recomenda, igualdade: “ no ser, no saber e no ter.”
Em suma: o casamento não resolve todos os problemas, por vezes, complica; mas os conjugues, que buscam a felicidade, não devem descurar pequenos grandes conselhos, que suavizam as relações: Não criticar; ser atencioso; interessar-se pelos sucessos do conjugue; e sobre tudo: aceitá-lo como é: com os defeitos e limitações… Não há ninguém perfeito…

NOVELA

Sinopse... Verdadeiro homem de ouro

Autora: Janete Dias Moreira
Contato: janete2000@gmail.com

Sinopse para um roteiro.
Um jovem órfão, que foi criado por seu padrasto, que é um prefeito e fazendeiro rico; este fazendeiro tenta tirar vantagem do povo, cobrando impostos muito alto, quando o povo não da conta de pagar os impostos, por ser muito alto, ele tira seus bens. Este jovem descobre que foi seu padrasto que matou seu pai para tirar seus bens. O jovem vai tirar satisfação com seu padrasto. Seu padrasto, para manter seu crime oculto, manda matar o jovem também, mas o jovem sobrevive e ganha poderes, se torna um grande herói; em um verdadeiro homem de ouro. Voltando a sua cidade de origem para fazer justiça, mas ao se tornar herói, este jovem tem problemas com Élson, que quer seus poderes, mas para ter os poderes do jovem, Élson tem que matar o verdadeiro homem de ouro, para conseguir os poderes do jovem e recuperar sua verdadeira aparência.


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