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Prestação de Serviço, necessidades especiais, e a qualidade no atendimento.

A prestação de serviços é a área que mais cresce e crescerá na economia mundial. Vivemos num mundo onde as necessidades básicas estão sendo satisfeitas e o supérfluo do bem estar ganha valores nunca antes atingidos. Atividades esportivas, culturais, artísticas; bem como refinos tecnológicos, sabores exóticos, vestuário sob medida, móveis planejados, entregas imediatas, etc. Tudo para satisfazer o desejo de bem viver do homem moderno.
É claro que o sistema de prestação de serviços não pensou nas pessoas com necessidades especiais, guardadas as ofertas de serviços criadas exclusivamente com a finalidade de atingir este nicho econômico, afinal, muitos são os deficientes físicos, e entre eles, muitos são os que têm boas condições financeiras. Sem o pensamento em atender as necessidades especiais, os prestadores de serviços acabaram por se envolver em muitas disputas mediadas pelo procon. Mas os problemas não acontecem somente com idosos, doentes crônicos, gestantes ou portadores de necessidade especiais.
Hoje, o código de defesa do consumidor trata com muito "carinho" a prestação de serviços, tentando evitar abusos de poder. Empresas de telefonia, energia e bancárias estão sempre entre as campeãs de reclamação no procon. E o principal motivo é o descaso com que são tratados os clientes, eles nem querem saber se o cliente tem alguma necessidade ou não. Muitas vezes, elas são a única opção do serviço naquela região. Este MONOPÓLIO que ainda persiste no Brasil é, sem dúvida, a maior causa de todos esses problemas que batem a porta do procon diariamente.

Já vimos que esta idéia monopolista somente atrasa a evolução social. O exemplo maior está na política. Pense no quanto foi desastrosa a experiência comunista no leste europeu. Até hoje os paises da antiga cortina de ferro lutam para recuperar a qualidade de vida básica. O Brasil viveu isto durante a ditadura, foram quinze anos que atrasaram cinqüenta em nossa evolução social. Por isso algumas áreas ainda continuam com direito a monopólio. Quem não teve vontade de viajar por outra empresa de ônibus ou avião, mas para a sua cidade destino somente aquela empresa era a opção. Aliás, porque somente há um meio de transporte como opção?
A saída é a mobilização, a reivindicação, a eliminação de políticos tendenciosos. Ainda são muitos os políticos que trabalham para grupos econômicos e não para o progresso da sociedade. Temos que ser mais participativos, indo ao procon, mas não somente isto. A cidadania é mais que reclamar. Temos que fazer acontecer.

Autor: Arnold Gonçalves



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