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As novas formas de sociabilidade na era da comunicação virtual

A Internet veio ao mundo para dar inicio ao que podemos chamar de nova dimensão. O termo "outra dimensão" sempre foi usado nas discussões religiosas, filosóficas e esotéricas, mas nunca ficou provada a sua existência real. Não vem ao caso discutir a existência de outras dimensões conforme tratadas por estas ciências. O fato é que a Internet é uma nova dimensão para a vida humana, e está devidamente registrada e comprovada a sua existência.
Dias atrás conversava com uma amiga a respeito do mundo virtual e identificamos uma situação intrigante. O quanto é comum termos um relacionamento caloroso com determinadas pessoas através das redes sociais, e pessoalmente mal conseguirmos articular dois minutos de conversa com estas mesmas pessoas. Um sentimento de acanhamento, de vontade de fugir, de sair dali e correr para o teclado a fim de expressar coerentemente nossas idéias, já que ao vivo é um fiasco. Ocorre o inverso também; amigos pessoais as vezes são terríveis de se ter como amigos virtuais. Acabamos ficando mais amigos do seu irmão, primo ou vizinho. Como explicar esta dualidade da realidade? É mais um trabalho para os sociólogos e psicólogos.

O mundo da Internet foi formado com base no mundo real. Inicialmente, refletia a forma de agir do mundo material, mas logo, foi formatando suas próprias regras, modos comportamentais, e padrões típicos de relacionamento. Para os bem jovens é ambiente de fácil acesso, para os bem velhos, quase impossível. Não se trata de problemas relacionados à inteligência, cultura, educação ou saúde. Os mais velhos não conseguem compreender para que serve toda esta parafernália; eles preferem uma boa conversa no quintal. Para os mais jovens, é um ambiente como outro qualquer; como sua casa ou escola.
Dizer se é bom ou ruim... Não vejo isto como questão. Os mais jovens nos mostram o caminho. É simplesmente natural. Por onde a humanidade irá trilhar e se aprofundar cada vez mais. A virtualidade que conhecemos hoje não é nada perto do que virá pela frente. Resta a nós, os não tão velhos, favorecer a vinda definitiva desta nova dimensão. É real que o mundo virtual é prazeroso. Podemos sentir, senão na pele, ainda, pelo menos no cérebro, talvez, na alma.

Autor: Arnold Gonçalves


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