Terapia da Cozinha

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As guerras políticas da atualidade e as consequências para a população inocente

Guerra é guerra em qualquer época, e o resultado é dramático para todos, mas principalmente para a população mais indefesa. E na atualidade, a camada social mais vulnerável aos reflexos de um conflito armado é a classe média. Há duas grandes diferenças que vejo no momento atual em relação ao passado: Uma é que nunca estivemos tão longe do mundo real, e no caso da classe média, ainda mais, pois poucos de seus integrantes sobreviveriam se tivessem que obter alimento, ou construir abrigos, ou confeccionar vestimentas, etc; a outra é que nunca estivemos tão distantes de uma realidade belicosa, hoje a maior parte da população não sabe manusear nenhum tipo de arma, e a classe média ainda mais, com isso, a capacidade de auto proteção é bastante reduzida em caso de necessidade, pois numa guerra não tem quem chamar para nos proteger.

A maior parte dos seres humanos são ambiciosos, e a sua representação nos governos tendem a ser assim também. Ao juntar a ambição com o poder bélico temos todas as guerras que ocorrem no mundo. O ambicioso armado e ciente de que não sofrerá represálias se atacar um vizinho mais fraco, não pensará muito em faze-lo ao perceber que pode obter a riqueza acumulada pelo contemporâneo de existência. Tome como exemplo a sua cidade, se a máquina pública que mantem a ordem sair, será vizinho contra vizinho, rua contra rua, bairro contra bairro. É a tendência humana. É da natureza, muita vezes ser mais fácil tomar a caça de outro.

A amenização dos conflitos é lenta e tortuosa, pois quando uma briga começa é difícil conter porque ninguém quer ficar no prejuízo do sentimento da derrota. Somente um grande conciliador poderá realizar uma mediação que satisfaça ambos os lados, e sabemos que existiram poucos homens com essa capacidade na história humana. A ONU poderia fazer esse papel, mas ela serve aos interesses de um determinado grupos de países, e toda mediação que faz tem em vista satisfazer as ambições destes.

Creio que não haja fim para a guerra, e só não estamos vendo muitas mais porque diversos países obtiveram o manuseio de armas nucleares, o que, por enquanto, intimida os possíveis oponentes ambiciosos. Creio ainda na educação, de qualidade, e na boa religiosidade. O ser humano tem que domar sua ambição a ponto de não extrapolar os limites de uma vida sadia em sociedade. A atual civilização alcançou um patamar de riqueza que torna perfeitamente possível todos os seres humanos viverem de forma aceitável, mas isso só será possível quando o desejo de ter sempre mais deixar de ser motivo de admiração e passar a ser de reprovação. Quando não vermos mais as metas a serem cumpridas crescerem, é porque finalmente chegamos ao equilíbrio existencial na terra. E ninguém mais terá o desejo ou a obrigação de agredir o próximo para atingi-las.

Autor: Arnold Gonçalves


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