TEMA

A história de uma pessoa que era triste e ficou feliz

Ela era uma garota como tantos outras. Tinha sonhos... Mais que isso, expectativas. Planejava intimamente uma escalada de sucesso para a sua existência. Mas sentia que não seria fácil, que nascera em um berço pouco esplendido, e que suas habilidades, por mais promissoras que fossem, esbarraria na muralha de restrições ao pobre e sem relações. Sem mãe nem pai para resolver, e padrinhos, palavra reservada somente aos dicionários. Isso a entristecia, sabia que as portas não se abririam.

E assim como ela, grande parcela da juventude surge para o mundo adulto como num passe de mágica, sem o preparo adequado, já que as escolas não ensinam sobre “as coisas da vida”. A família, quando existe, trabalha dia e noite em busca de meios de sobrevivência. O jovem inibe sua alegria e através da revolta extravasa sua tristeza, a melancolia de não ver nenhum caminho, o desespero de não ter ao menos o direito a esperança que cultivou com capricho desde a mais tenra infância.

Tudo no mundo é passageiro e estes jovens, apesar de não perceberem, caminham para o futuro e o sucesso acaba vindo, mesmo que de forma inusitada. Os rumos vão sendo traçados aleatoriamente aos desejos e intensões iniciais. Para isso precisam parar de nadar contra a corrente. Soltar o corpo e relaxar. Deixar-se levar, atentos as oportunidades que aparecem por toda parte. As vezes é melhor voltar para tomar outro caminho. Noutras é bom se apegar ao pequeno agora, para poder progredir depois. Tempos de testar, aprender, se inventar.

E aquela garota sonhadora sofreu, lutou, se decepcionou, e por fim, venceu. Porque viver é um constante vencer. Cada dia findo, uma vitória contida. Se aquelas expectativas iniciais não foram satisfeitas, outras fontes de alegria, desconhecidas, foram atingidas. E de outra forma, por caminhos não pensados ela chegou à felicidade. Não aquelas dos filmes, comerciais e seriados de tv. Mas a pessoal, do intimo, aquela felicidade única que cada individuo é capaz de conquistar, e que ninguém mais entende, e nunca conseguirá tomar.

Autor: Arnold Gonçalves


Redação anterior

Redação anterior

          

Próxima redação

Próxima redação